Tecnologias Pagar aos trabalhadores de start-ups com acções pode vir a dar incentivo fiscal

Pagar aos trabalhadores de start-ups com acções pode vir a dar incentivo fiscal

Os trabalhadores que fiquem com acções de start-ups de base tecnológica, entregues como forma de remuneração, vão ter benefícios fiscais, se a proposta do PS for aprovada no Parlamento.
Pagar aos trabalhadores de start-ups com acções pode vir a dar incentivo fiscal
Kacper Pempel/Reuters
Alexandra Machado 19 de novembro de 2017 às 09:00
O PS quer introduzir, em sede de Orçamento do Estado para 2018, uma isenção fiscal para os trabalhadores de start-ups de base tecnológica que tenham acções dessa empresa, desde que atribuídas no âmbito do plano de remuneração.

Caso essas acções tenham sido entregues aos trabalhadores como forma de remuneração, os ganhos daí decorrentes ficam isentos de IRS até ao limite de 40 mil euros.

"Através desta medida, pretende-se apoiar as empresas que, actuando naquele sector de actividade e estando numa fase inicial do seu negócio, pretendam remunerar os seus trabalhadores através da atribuição  de participações sociais, reforçando o envolvimento destes na actividade e na valorização da empresa", justifica o Partido Socialista na proposta que apresentou no Parlamento no âmbito das alterações que pretende ver introduzidas no Orçamento do Estado para 2018 na discussão na especialidade.

Assim, a proposta de integração de um novo artigo no Estatuto dos Benefícios Fiscais prevê a insenção em sede de IRS até ao limite de 40 mil euros dos ganhos provenientes de planos de opções, de subscrição, de atribuição ou outros de efeito equivalente, sobre valores mobiliários ou direitos equiparados, criados em benefício de trabalhadores".

Mas para que isso seja possível há três condições: que seja uma micro ou PME, que tenha sido constituída há menos de seis anos e que a empresa desenvolva actividade no sector da tecnologia. 

O trabalhador tem, por outro lado, de manter os direitos sobre esses títulos por um mínimo de dois anos. E ficam excluídos desta isenção membros dos órgãos sociais e os accionistas com mais de 5%. 




A sua opinião3
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
António Há 3 semanas

Mais uma treta que coloca em causa a liberdade dos funcionários sob a forma de pagamento ou ...
Mas serão as start-ups ou outras, obrigadas a ter acções? Qual o objectivo disto?
E se a start-up vai ao charco, as acções depois compram o pão?

pertinaz Há 3 semanas

MÃO CHEIA DE NADA...!!!

General Ciresp Há 3 semanas

Oh minha rica Alexandra e eu posso pagar os trigos e o tintol com as accoes?A gerigonca e q nos podia fazer 1 boa ACAO,era pegar nas trouxas e fugir para um sitio q ninguem mais os encontrasse.Acredite:leia-se o q diz hoje o Papa a partir do patio de S.Pedro sobre a sociedade q nos rodeia,EU,so EU .