Banca & Finanças Papel de Bruxelas pode ser alvo nas alterações ao relatório da CGD

Papel de Bruxelas pode ser alvo nas alterações ao relatório da CGD

Carlos Pereira já recebeu indicações de que os partidos vão apresentar propostas de alteração ao seu relatório preliminar. O deputado socialista revela "abertura total" para as discutir.
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Diogo Cavaleiro 08 de julho de 2017 às 21:00

Os partidos têm até segunda-feira, 10 de Julho, para apresentar as suas alterações ao relatório preliminar, elaborado por Carlos Pereira. O deputado socialista já foi informado de que os restantes partidos pretendem fazer chegar as suas propostas. E tem uma ideia do que será pedido.

 

"Talvez na relação com a Europa possam surgir algumas alterações, nomeadamente em termos de recomendação", avança Carlos Pereira, na Conversa Capital, em entrevista ao Negócios e Antena 1.

 

Neste momento, a recapitalização de 2012, de 1.650 milhões de euros, é criticada no relatório preliminar, nomeadamente todas as entidades envolvidas na definição daquele montante: Governo, Banco de Portugal e Comissão Europeia. O deputado escreve que a recapitalização foi feita pelos "mínimos".

 

Para já, o deputado socialista mostra "abertura total" para discutir o que for proposto pelas restantes bancadas. E não se revela preocupado por o PSD e CDS poderem contestar o documento, em que uma das conclusões é que a recapitalização feita durante o Governo de Passos Coelho foi realizada ao valor mais baixo possível.

 

"É natural que haja discussão sobre o conteúdo do relatório, faz parte da vida, não agrada a todos", frisou Carlos Pereira.

Até dia 14, o deputado vai integrar, ou não, as sugestões dos partidos, sendo que a versão final do documento é votada a 18 de Julho. 




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mais votado Anónimo 08.07.2017

Sou obrigado a pagar através de comissões, contribuições e impostos o nível de vida passado, actual e futuro de 2200 assalariados da CGD que não são lá precisos para nada. O sindicato deles, o Sindicato Bancário do Sul e Ilhas (SBSI), já analisou os termos oferecidos pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) no programa de “Revogações por Mútuo Acordo”, divulgado na última semana de Junho aos trabalhadores do grupo público. E a sentença é negativa: “As condições propostas aos trabalhadores ficam aquém das expectativas.” E agora pergunto eu, quem regula e supervisiona estas criaturas? As do escândalo CGD e de outros escândalos semelhantes. Há muitos casos destes nas organizações portuguesas. Tem sido o pão nosso de cada dia.

comentários mais recentes
Anónimo 09.07.2017

Em países que se deixaram capturar por uma cultura desonesta, onde o mais desonesto vence, e provinciana, pouco atenta à realidade global e à modernidade tal como ela lhes chega do mundo mais desenvolvido, com leis atrasadas, estupidamente redigidas e permissivas a todos os abusos e abusadores, o sindicalismo e o capitalismo de compadrio são capazes de pôr o ofertante de factor trabalho, bens ou serviços com zero procura de mercado na economia, chamemos-lhe o vendedor de areia no deserto, a viver tão ou mais confortavelmente do que o ofertante de factor trabalho, bens ou serviços com muita procura de mercado nessa mesma economia, chamemos-lhe o vendedor de água no deserto. E é claro, uma economia assim cheia de distorções, frontalmente anti-mercado, atrasa-se e empobrece.

Anónimo 09.07.2017

Em organizações públicas e privadas do mundo mais desenvolvido, no âmbito da gestão das organizações faz-se gestão de recursos humanos (GRH). Sem GRH, nem criação de valor ocorre nem elevação dos rendimentos de colaboradores não excedentários se dá, uma vez que os excedentários, por definição, limitam-se a extrair valor. Economias com GRH enriquecem e desenvolvem-se de forma sustentável. Ser excedentário não significa por si só que se seja criminoso ou mesmo incompetente. Ser excedentário é como estar na condição de desempregado mas a ser suportado por uma organização que emprega o desempregado. O desempregado e o excedentário são apenas uma oferta sem procura, e isso não é crime, crime é não fazer GRH. O desempregado, sem procura no mercado laboral onde oferece trabalho. O excedentário, sem procura numa dada organização empregadora que tem que o suportar prejudicando a persecução da sua missão, visão e propósito. Ambos são um problema do Estado de Bem-Estar Social e não do empregador.

Anónimo 08.07.2017

Sou obrigado a pagar através de comissões, contribuições e impostos o nível de vida passado, actual e futuro de 2200 assalariados da CGD que não são lá precisos para nada. O sindicato deles, o Sindicato Bancário do Sul e Ilhas (SBSI), já analisou os termos oferecidos pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) no programa de “Revogações por Mútuo Acordo”, divulgado na última semana de Junho aos trabalhadores do grupo público. E a sentença é negativa: “As condições propostas aos trabalhadores ficam aquém das expectativas.” E agora pergunto eu, quem regula e supervisiona estas criaturas? As do escândalo CGD e de outros escândalos semelhantes. Há muitos casos destes nas organizações portuguesas. Tem sido o pão nosso de cada dia.

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