Aviação TAP e Azul começam a partilhar rotas dentro de seis meses

TAP e Azul começam a partilhar rotas dentro de seis meses

A parceria entre a TAP e a Azul, que até agora permitiu à transportadora lusa receber diversas aeronaves, deverá dar um passo adicional com a partilha de rotas. E já há um prazo: será em Março de 2018.
TAP e Azul começam a partilhar rotas dentro de seis meses
DR/TAP

A transportadora aérea portuguesa TAP e a brasileira Azul pretendem começar a partilhar ligações aéreas entre os dois países. Esse novo acordo comercial deverá estar concluído dentro de seis meses, segundo afirmou o presidente da companhia aérea brasileira ao Valor Económico na quinta-feira, 21 de Setembro.

 

De acordo com John Rodgerson, a parceria entre entre a TAP, de que David Neeleman é sócio, e a Azul, de que o empresário é dono, a ideia é que as duas empresas passem a ter rotas aéreas combinadas. A integração será bastante profunda, a ponto de os horários de voos passarem a ser decididos entre as duas companhias, que dividirão custos e lucros na operação, detalha o Valor Económico.

A TAP é, de longe, a companhia aérea com mais ligações aéreas entre o Brasil e a Europa, pelo que, debaixo deste novo acordo, passará a ter de dividir esse estatuto com a Azul.

 

A poupança de custos é outro dos objectivos presentes na decisão. Ocupação de voos, compra de aviões e combustível podem ser outras das possibilidades na ligação entre as duas empresa, que já têm um acordo de "code-share" (partilha de códigos), em que as duas companhias podem vender os voos uma da outra (o que facilita as reservas e as ligações a outras rotas). No ano passado, aliás, a Azul começou a operar a rota Lisboa-São Paulo (Viracopos), uma ligação que era da TAP.

 

A parceria é mais uma prova da aproximação entre as duas empresas, sendo que o tema já havia sido abordado no final de Agosto por Trey Urbahn, administrador com o pelouro financeiro da TAP, em declarações ao site especializado FlightGlobal. A TAP recebeu pelo menos 14 aviões provenientes da Azul, entre os quais dois Airbus A330 (que já teve de devolver) e as aeronaves que asseguram a ponte aérea Lisboa-Porto.

 

A Azul poderá ter uma fatia de 6% no capital da TAP, já que detém 90 milhões de euros em obrigações convertíveis. David Neeleman é o maior accionista da empresa brasileira, sendo sócio maioritário da Atlantic Gateway, ao lado de Humberto Pedrosa e dos chineses da HNA (também accionistas da brasileira). A Atlantic Gateway controla 45% da TAP. Os trabalhadores detêm 5% e o Governo os restantes 50%.


Título alterado às 9:15 para clarificar que a nova parceria incide na partilha de rotas.




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comentários mais recentes
Filipe Há 1 dia

O princípio do fim?

Anónimo Há 1 dia

Não pela razão invocada no artigo, mas no geral, a TAP está a começar a prestar um péssimo serviço aos seus passageiros! Sinto que se está a afastar dos princípios que a mantiveram, durante muitos anos, entre as melhores companhias do mundo. Assim que possível, deixarei, em definitivo, a TAP.

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