Banca & Finanças Parlamento italiano dá luz verde aos 20 mil milhões para a banca

Parlamento italiano dá luz verde aos 20 mil milhões para a banca

O Governo de Paolo Gentiloni pode agora constituir o fundo de ajuda à banca, que foi anunciado como uma medida de "precaução" para suportar o sector em caso de necessidade.
Parlamento italiano dá luz verde aos 20 mil milhões para a banca
Reuters
Rita Faria 21 de dezembro de 2016 às 13:55

O parlamento italiano autorizou o Governo de Paolo Gentiloni a endividar-se em mais 20 mil milhões de euros, de forma a garantir fundos para suportar os bancos mais frágeis em caso de necessidade. O plano recebeu luz verde da maioria dos deputados, com 389 votos a favor e 134 contra.

 

A medida aprovada diz que o Estado pode contrair dívida para fornecer "um nível adequado de liquidez ao sistema bancário" e pode reforçar o capital de um banco por "subscrição de novas acções".

 

Este plano foi anunciado na segunda-feira, após uma reunião do conselho de ministros, e apresentado como uma medida de precaução para apoiar o sector da banca caso o plano de recapitalização do Monte dei Paschi falhe, "através de garantias públicas, a fim de restaurar a sua capacidade de financiamento a curto e médio prazo", como explicou o ministro das Finanças Pier Carlo Padoan. 

 

Alguns meios de comunicação, como a Reuters e o Financial Times, avançam, contudo, que o dinheiro poderá começar a ser utilizado já esta semana com uma injecção no Monte dei Paschi, na medida em que o sucesso do seu plano de recapitalização, através de privados, é apontado como cada vez menos provável.

 

De acordo com a Reuters, o fundo soberano do Qatar, que tinha considerado um investimento no banco, ainda não se comprometeu a comprar acções, ao passo que a segunda operação de troca de dívida por acções – que termina na quinta-feira - havia atingido apenas 500 milhões de euros, na terça-feira. O montante arrecadado até ao momento fica, assim, muito aquém dos 5 mil milhões de euros necessários. 

 

Além da troca de dívida subordinada por acções, o Monte dei Paschi tem de angariar dinheiro junto de investidores estratégicos e chegar a um acordo com o fundo que irá absorver o malparado.   

 

Porém, segundo avançou hoje o Monte dei Paschi, o fundo Atlante impôs novas condições para a sua participação no plano de resgate. Em particular, o fundo só irá avançar com a compra de malparado se o Estado entrar com menos mil milhões de euros no banco e sem desencadear as regras de "bailout" estatal.

 

Além disso, numa comunicação publicada no seu site esta quarta-feira, o banco avisou que poderá ficar sem liquidez mais rápido do que era previsto, se não conseguir concluir com sucesso o seu plano de recapitalização de cinco mil milhões de euros.

Depois de ter dito na semana passada que a sua posição de liquidez de 10,6 mil milhões de euros deveria durar 11 meses, a instituição alertou agora que o prazo deverá ser mais curto, de apenas quatro meses. No quinto mês, o banco poderá ter já uma liquidez negativa em 15 milhões de euros.

 

As acções do Monte dei Paschi descem 10,14% para 16,66 euros, depois de terem chegado a afundar 19,09% para 15 euros, o valor mais baixo desde que começaram a negociar em 1999. 


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mais votado Anónimo 21.12.2016


CORTAR JÁ, NAS PENSÕES ATUAIS DOS LADRÕES FP / CGA

Os beneficiários da CGA não descontaram nem para metade da pensão que recebem.

O buraco anual de 4 600 milhões de €, da CGA, é sustentado pelos impostos cada vez mais altos suportados pelos trabalhadores do privado.

comentários mais recentes
Camponio da beira 21.12.2016

Os bancos estão cheiinhos de gente honesta e competente.

Anónimo 21.12.2016


CORTAR JÁ, NAS PENSÕES ATUAIS DOS LADRÕES FP / CGA

Os beneficiários da CGA não descontaram nem para metade da pensão que recebem.

O buraco anual de 4 600 milhões de €, da CGA, é sustentado pelos impostos cada vez mais altos suportados pelos trabalhadores do privado.

António Ribeiro 21.12.2016

O que não resulta é a Resolução. É pena que não se faça um estudo sobre as consequências da Resolução do BES e o elevado prejuízo causado ao país com esta solução. A Comissão de Inquérito com a máxima de que o contribuinte não pode pagar, branqueou o maior crime económico cometido em Portugal.

TBrites 21.12.2016

20 mil milhões para tapar BURACO DE 360 mil milhões de crédito muito mal parado? Vai resultar...

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