Agricultura e Pescas Parlamento pede ao Governo pareceres que recebeu sobre a reforma da floresta

Parlamento pede ao Governo pareceres que recebeu sobre a reforma da floresta

O grupo de trabalho reuniu esta segunda-feira pela primeira vez e solicitou com urgência ao Ministério da Agricultura os pareceres recebidos durante a consulta pública. Até 5 de Julho vão ser ouvidas 46 entidades, algumas delas por escrito.
Parlamento pede ao Governo pareceres que recebeu sobre a reforma da floresta
Filomena Lança 27 de junho de 2017 às 10:31

O Parlamento pediu ao Governo que enviasse, com urgência, todos os pareceres e contributos que recebeu durante a fase de consulta pública dos projectos de diploma que constituem o pacote para as florestas. O objectivo é começar logo por "verificar até que ponto as propostas têm em conta os vários pareceres", explicou ao Negócios  Maurício Marques, deputado do PSD e coordenador do grupo de trabalho constituído para agilizar a reforma da floresta.

 

O grupo de trabalho reuniu esta segunda-feira, 26 de Junho, pela primeira vez, e determinou já a lista de entidades que vão ser ouvidas e o primeiro calendário. Serão quase cinco dezenas e algumas poderão prestar o seu depoimento por escrito, se assim o preferirem e dado o curto espaço de tempo que têm, explica Maurício Marques. Noutros casos, e porque o tempo é curto, haverá audições em grupo.

 

As primeiras audições arrancam já esta quinta-feira, com o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a AFOCELCA. Esta última é uma estrutura criada pelos grupos 'The Navigator Company', e Altri, que combate incêndios florestais nas propriedades das empresas, mas também faz parte da estrutura de combate aos fogos, daí a importância em ser ouvida, refere o coordenador do grupo de trabalho.

 

Na sexta-feira haverá novamente audições, com associações e confederações ligadas à agricultura e às florestas, e os trabalhos prosseguem na próxima semana, com os deputados a ouvir a academia – irão ao Parlamento especialista da Universidade da Beira Interior, das escolas superiores agrárias de Castelo Branco e de Coimbra, e do Instituto Superior de Agronomia, entre outros.

 

Serão também ouvidos os bombeiros, a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e os ministros da Agricultura e da Administração Interna.

 

"O calendário é muito apertado", e última audição terá de decorrer no dia 5 de Julho. Depois disso, os vários partidos terão até dia 11 para apresentarem propostas de alteração aos projectos que estão em cima da mesa, explicou ainda Maurício Marques.

 

O processo legislativo deverá ficar concluído até 19 de Julho, com a votação final global.




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mais votado Anónimo 27.06.2017

O problema subjacente à crise de equidade e sustentabilidade é o facto de se andar a dar dinheiro a mais a muita gente que não só não cria valor algum, como por acréscimo não fazem diligentemente outra coisa para além de extrair valor do Estado, da economia e da sociedade. Podem mudar as regras e conceder as ajudas todas que quiserem junto à banca de retalho e ao sector público, mas enquanto não entenderem isto a crise persistirá e terá sempre tendência a se agravar. E existe um ponto a partir do qual a crise se agudiza de tal modo que começa a provocar vítimas mortais.

comentários mais recentes
Criador de Touros 27.06.2017

O governo que não fuja às responsabilidades e demita-se !!...

Piter 27.06.2017

O PSD defende a importância de ouvir os interesses da Portucel/Navigator. O PSD no fundo quer ouvir os seus prórpios interesses, pois o petróleo verde é campo de eleição deste "partido". Estamos enquanto país sequestrados pelos interesses do Cavaquistão. Eu tenho nojo deste tipo de gente.

Anónimo 27.06.2017

As florestas devem ser dividas em cantões, com avenidas largas e limpas, de modo que os incêndios sejam mais faceis de apagar e não passem de um cantão para o outro, mas isso já devia ter sido feito.

Antonio Silva 27.06.2017

Sempre ouvi dizer que " vale mais prevenir do que remediar "..
Não seria possível utilizar a versatilidade dos drones para vigiar as florestas e atacar os focos de incêndio logo no seu início ?
Não procurem culpados, procurem soluções.

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