Energia Partex deverá ter alcançado lucros de quase 56 milhões de euros em 2016

Partex deverá ter alcançado lucros de quase 56 milhões de euros em 2016

Ao jornal Público, António Costa Silva, líder da Partex, apontou que no ano passado a petrolífera da Gulbenkian terá registado lucros de perto de 56 milhões de euros.
Partex deverá ter alcançado lucros de quase 56 milhões de euros em 2016
Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 17 de março de 2017 às 11:04

A Partex, petrolífera da Fundação Gulbenkian, registou lucros "superiores a 60 milhões de dólares", perto de 56 milhões de euros. Este número foi avançado pelo presidente da companhia, que opera na área da pesquisa e exploração, António Costa Silva (na foto), ao jornal Público. As vendas terão atingido os 252 milhões de dólares – perto de 235 milhões de euros no câmbio actual.

Esta evolução tem lugar depois de, em 2015, a empresa ter registado prejuízos de 146 milhões de dólares, cerca de 136 milhões de euros. Este resultado líquido negativo deveu-se, explicou António Costa Silva, à forte desvalorização da cotação do petróleo. O preço do barril superava a fasquia dos 100 dólares no final de 2014, sendo que, no final de 2015, estava pouco acima dos 50 dólares.

Esta forte quebra afectou os activos da Partex, fazendo com que a empresa tivesse de constituir imparidades. E, em 2015, as imparidades ascenderam a 212 milhões de dólares, mais de 197 milhões de euros no câmbio actual, escreve o Público na sua edição desta sexta-feira, 17 de Março, citando as contas desse ano.

A queda do preço do petróleo provocou também uma descida de 45% no valor das receitas para um total de 328 milhões de dólares, mais de 305 milhões de euros no câmbio actual, em 2015. Isto apesar de petrolífera ter registado um aumento da produção em geografias como: Omã, Abu Dhabi, Cazaquistão e Brasil.


Os lucros de 2016, de acordo com as declarações do líder da empresa ao diário, deveram-se à subida da cotação do petróleo. Os lucros permitiram à Partex reverter as imparidades registadas no ano anterior e o "corte de custos internos e operacionais das companhias em que a Partex participa", que começou a ser aplicado em 2015.

Apesar dos prejuízos registados em 2015, a Partex pagou dividendos à Gulbenkian. António Costa Silva disse ao Público que a Partex é uma companhia "financeiramente sólida, sem passivos financeiros, o que lhe permite distribuir regularmente dividendos". Em 2015 foram pagos 67 milhões de dólares (mais de 62 milhões de euros no câmbio actual) em dividendos. No ano passado, foram aprovados mais 30 milhões de dólares (quase 28 milhões de euros no câmbio actual).




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