Automóvel "Parvoíce", diz Jerónimo sobre acusações da direita de partidarização na Autoeuropa

"Parvoíce", diz Jerónimo sobre acusações da direita de partidarização na Autoeuropa

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou hoje ser "uma parvoíce" as acusações da direita de que o conflito na Autoeuropa resulta de uma partidarização, recordando que a greve foi por vontade própria dos trabalhadores.
"Parvoíce", diz Jerónimo sobre acusações da direita de partidarização na Autoeuropa
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 02 de setembro de 2017 às 21:05
O líder do PSD, Passos Coelho, alertou na sexta-feira para que "guerras sindicais" e "razões de pequena política" podem "vir a desbaratar" as conquistas da Autoeuropa, depois de os Trabalhadores Social-Democratas (TSD) terem considerado que "a partidarização da conflitualidade" na Autoeuropa "é um jogo perigoso que não interessa a ninguém".

"Isso é uma parvoíce porque, ainda ontem, ouvindo Passos Coelho, fez uma deriva clara em que esqueceu este pormenor: foi por vontade própria, expressa pelos trabalhadores da Autoeuropa, que se realizou essa greve", respondeu Jerónimo de Sousa aos jornalistas durante uma visita à Festa do Avante!, a rentrée comunista.

Para o líder do PCP, o que "é importante é que sejam respeitados os direitos dos trabalhadores e assegurada a produção e o seu desenvolvimento".

"Os trabalhadores têm razões fundas para defender os seus horários de trabalho. Estamos a falar de um avanço civilizacional, não estamos a falar de um direito qualquer, que não pode ser incompatível com o desenvolvimento da produção e da própria empresa", justificou.

Jerónimo de Sousa explica por isso que, se "em nome de mais competitividade e dos interesses da empresa", se sacrificam direitos fundamentais, "naturalmente os trabalhadores terão que reagir a isso".

"Nós continuamos a considerar que não há aqui nenhuma dicotomia, é possível respeitar e proteger os direitos dos trabalhadores e simultaneamente continuar a desenvolver a produção a esse nível e nessa empresa", defendeu.

Os trabalhadores da Autoeuropa cumpriram na quarta-feira um dia de greve, a primeira paralisação por razões laborais na fábrica de automóveis da Volkswagen, em Palmela.

A greve foi marcada após a rejeição de um pré-acordo entre a administração e a Comissão de Trabalhadores (que apresentou a demissão e convocou eleições para 03 de outubro), devido à obrigatoriedade de os funcionários trabalharem ao sábado, como está previsto nos novos horários de laboração contínua que serão implementados a partir do próximo mês de novembro.

Os trabalhadores alegam que, além do transtorno que a obrigatoriedade do trabalho ao sábado iria provocar nas suas vidas, a compensação financeira atribuída pela empresa é muito inferior ao que iriam receber pelo trabalho extraordinário aos sábados.

De acordo com o novo modelo de horários, cada trabalhador iria rodar nos turnos da manhã e da tarde durante seis semanas e faria o turno da madrugada durante três semanas consecutivas, com uma folga fixa ao domingo e uma folga rotativa nos outros dias da semana.



A sua opinião10
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Autoeuropeu 03.09.2017

Os tipos da Autoeuropa são uma cambada de preguiçosos que não querem trabalhar... querem é ir para a praia com a famelga, e depois o estado que lhes pague o subsidio de desemprego. Eu não desconto para malandros...

Cidadão Português 03.09.2017

Vai-te embora disnossauro, o teu partido e a CGTP só trazem miséria. Os tipos da autoeuropa vão se dar mal por se terem metido com os sindicalistas.. cambada de escumalha. Deviam ser expatriados para a Coreia ou Venezuela.
Queres é destruir a autoeuropa e por Setúbal na miséria....

Poker Alho geringonça 03.09.2017

Parvoíce é ainda dar crédito a si, seu destruidor. Desejo a extinção do PCP

Anónimo 03.09.2017

Oh Jerónimo, vai-te phoder! Os teus sindicatos são um cancro para as empresas que não consigam um antídoto imediato. Tiveste a burguesa sorte de nascer nos arrabaldes da capital mas nem isso te abriu os olhos. Será possível alimentares a hipócrita veleidade de saíres vitorioso na disputa com qualquer multinacional? Não te esqueças que essas empresas são justamente das únicas que cumprem muito acima das obrigações legais vigentes. Por acaso lembras-te das limitações de salários que Salazar impôs à GM quando se estabeleceu em Azambuja? Vai-te catar e frequentar uma qualquer universidade sénior.

ver mais comentários
pub