Indústria Patrão dos patrões do calçado: "Discussões macias são para mulheres grávidas"

Patrão dos patrões do calçado: "Discussões macias são para mulheres grávidas"

Fortunato Frederico, o ainda presidente da associação dos industriais do calçado (APICCAPS), elogiou a "mulher dura" que liderou, do lado sindical, as negociações que fazem deste sector a primeira indústria do país a registar a igualdade do género nos salários.
Patrão dos patrões do calçado: "Discussões macias são para mulheres grávidas"
Fortunato Frederico é presidente da associação do sector do calçado (APICCAPS) e do maior grupo produtor português de sapatos.
Rui Neves 18 de abril de 2017 às 17:13

A cerimónia do novo contrato colectivo para a fileira do calçado, que decorreu esta terça-feira, 18 de Abril, na sede da associação patronal do sector, no Porto, ficou marcada pelas declarações do presidente da APICCAPS sobre as negociações com os sindicatos. 

  

"Foram discussões duras, mas têm que ser assim. Discussões macias são para mulheres grávidas. E a Fernanda é dura", afirmou Fortunato Frederico, elogiando a postura de Fernanda Moreira, presidente do sindicato do sector do calçado de São João da Madeira, um dos maiores pólos industriais de calçado do país.  

 

Na presença do ministro Vieira da Silva, o maior fabricante português de calçado considerou que "os trabalhadores têm que estar sempre insatisfeitos, mas não tristes. Os trabalhadores tristes não produzem", argumentou.

 

Já em declarações aos jornalistas, Fortunato Frederico desvalorizou o impacto da actualização salarial, resultante do acordo agora assinado, no seu grupo empresarial: "Ainda não fiz as contas. Eu procuro é ganhar dinheiro todos os dias", rematou. 

 

Manuel Freitas, presidente da FESETE (federação de sindicatos), classificou  a APICCAPS como "uma associação muito dura", pois "é difícil extrair-lhe um cêntimo".

 

Este dirigente sindical detalhou os aumentos salariais acordados em sede de contrato colectivo de trabalho. Para um aumento médio de 3,45%, a igualdade do género é contemplada com um acréscimo de 5,3%, enquanto os quadros médios e superiores não sofrem qualquer aumento de rendimento.

 

Vieira da Silva, ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, enalteceu o carácter pioneiro do acordo de regulação laboral da indústria do calçado. "Não é mais um contrato, mas um contrato que introduz um factor inovador, pois proíbe a discriminação de género". 

 

Este contrato colectivo de trabalho do sector "prevê, pela primeira vez, uma igualdade remuneratória para os trabalhadores que desempenham funções do mesmo nível de classificação profissional, independentemente do género".


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genero 19.04.2017

Ariigo é absurdo, não explica nada. Mas o que é que mudou, afinal? Se agora deixou de haver 'discriminação de género' nos contratos de trabalho, e supondo que há dois géneros (homem, mulher), quer dizer que antes os contratos discriminavam que o género mulher ganhava menos do que o género homem?

espoliado 18.04.2017

Este FF não sabe o que diz e, pelos vistos, não diz o que sabe. Se tivesse anunciado o SmM de 1000 Euros isso sim seria obra, apesar de não ser nada de inédito, assim como a igualdade de oportunidades, pois existem há mais de 20 anos nas melhores empresas do país. Quanto à apregoada igualdade salarial é um insulto às mulheres. Estes empresários tugas estão mais de 50 anos desfasados da realidade. Continuam a miséria franciscana de sempre.
Nunca trabalhei nem trabalharia para um patrão tuga, nem para mim próprio!

Anónimo 18.04.2017

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Quando o clima social e financeiro é 18.04.2017

criado e mantido tudo muda. Mudam os que investem, os que trabalham, os que compram, as exportações sobem e até o turismo é atraído por esse boom. O grande centro de investigação nos Açores cativa Índia e China e mais 34 países têm assento. São iniciativas destas que levam os países a serem grandes

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