Telecomunicações Drahi garante que "não há plano de saídas massivas" na PT

Drahi garante que "não há plano de saídas massivas" na PT

O fundador da Altice assegura que o grupo não tem qualquer plano de despedimento "massivo" na PT Portugal.
Drahi garante que "não há plano de saídas massivas" na PT
Bruno Simão
Sara Ribeiro 23 de maio de 2017 às 18:17

O presidente da Altice, Patrick Drahi, garantiu que o grupo não tem em cima da mesa qualquer plano de despedimento colectivo na Meo. "Não há um plano de saídas massivas para Portugal", disse Patrick Drahi.

 

O fundador da Altice reagia assim às questões  sobre as declarações do primeiro-ministro português, António Costa, que assegurou esta terça-feira que "não dará qualquer autorização" para um eventual despedimento colectivo, no seguimento da notícia do Expresso sobre eventuais conversações com o Governo para avançar com o pedido de estatuto de empresa em recuperação.

 

"Não sei do que ele (António Costa) está a a falar. Terá de lhe perguntar", acrescentou Patrick Drahi, depois da apresentação da estratégia da criação da marca global, que levará à extinção das marcas PT e Meo.

 

Quando questionado hoje no debate quinzenal no Parlamento sobre esta possibilidade avançada pelo Expresso, António Costa afirmou que "não autorizamos qualquer despedimento dessa natureza na PT" e sublinhou que até ao momento o Executivo não tinha recebido "nenhum pedido nesse sentido".

 

"O Governo não dará qualquer autorização para que existam esses despedimentos. Nada o justifica. Temos, aliás, a indicação de que já terá havido um desmentido por parte do CEO da Altice", respondeu o primeiro-ministro.

 

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Entretanto, em entrevista ao Negócios, Michel Combes, CEO da Altice, desmentiu esse processo de despedimento de três mil pessoas em Portugal. "É tudo fake news", comentou.

 

Sublinhe-se que até ao segundo trimestre de 2018 as marcas PT e Meo vão desaparecer e passam a designar-se Altice. A alteração foi anunciada esta terça-feira pelo grupo francês, num encontro com jornalistas em Nova Iorque.

 

A mudança das marcas decorre no âmbito da estratégia da criação de uma marca global única para todos os países onde a Altice está presente, onde se incluem Portugal, EUA, França, Israel e República Dominicana.




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mais votado CaTu 23.05.2017

É claro que serão saídas ordenadas, em fila indiana de forma ordeira ... mas o resultado final será ter a PT a engordar a Altice

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Anónimo 23.05.2017

Em 2006 e no tocante ao sector das telecomunicações, já se fazia isto nas economias e sociedades mais avançadas, as que não perdem soberania, não vão à falência, não pedem resgates, não têm emigração à saída da faculdade, não têm pobres full-time a ordenado mínimo, etc.: "France Telecom’s hair shirt may not be as uncomfortable as it appears. The French telecoms operator seems to have set itself a superhuman task in ditching 17,000 jobs. It is also to cut E2bn from its other running costs. But in spreading the cuts over three years, it looks to have given itself a handy margin for error. Take the job cuts. At below 6,000 a year, they are less ambitious than Deutsche Telekom is attempting. What’s more, they represent half the number that FT managed in 2004, the last year for which full figures are available. In 2002, FT cut three times as many. And it still has stacks of dead wood to chop out" https://www.breakingviews.com/considered-view/france-telecoms-17000-job-cuts-look-modest/

Anónimo 23.05.2017

Porque é que não perguntam ao Pires de Lima que esteve com esta gente em Paris. Algum ministro visita uma empresa que está prestes a comprar outra? E depois estranham a multa da UE. Juízo!

Carlos 23.05.2017

Mas afinal essa empresa não tinha sido privatizada? O primeiro ministro tem que opinar sobre todas as empresas privadas que querem despedir? Aonde é que ele estava quando despediram na pme aonde eu trabalhava? uns filhos outros enteados. E depois das eleições já podem despedir?

surpreso 23.05.2017

Meteu o jornalismo e o governo português a ridículo.Este gajo é bom

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