Telecomunicações Paulo Azevedo: Negócio da TVI pode criar "operação Marquês 10 vezes maior"

Paulo Azevedo: Negócio da TVI pode criar "operação Marquês 10 vezes maior"

Paulo Azevedo, presidente da Sonae, ataca o processo da ERC que, com o voto do presidente Carlos Magno, avançou para a Concorrência.
Paulo Azevedo: Negócio da TVI pode criar "operação Marquês 10 vezes maior"
Lusa 20 de outubro de 2017 às 17:55

O presidente da Sonae criticou a "não decisão" da ERC sobre a compra da Media Capital pela Altice, afirmando que o negócio "criará condições" para haver indignação com a "descoberta de uma operação 'Marquês' 10 vezes maior".

 

Instado pela Lusa a comentar a decisão da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) sobre a falta de consenso no parecer sobre a operação de compra da dona da TVI pela proprietária da PT/Meo, Paulo Azevedo teceu duras críticas ao presidente do regulador dos media, Carlos Magno.

 

"Acredito que esta não decisão carece de sustentação legal, mas sinto o dever de dizer bem alto que estamos a assistir a uma tentativa de deixar passar uma operação que provocará um grave e perigoso enfraquecimento da resiliência e qualidade da nossa sociedade", salientou Paulo Azevedo, numa declaração escrita enviada à Lusa.

 

A concretização do negócio "criará as condições para que daqui a 10 anos possamos estar todos indignados com a descoberta de uma operação 'Marquês' 10 vezes maior", prosseguiu o presidente do Conselho de Administração da Sonae, cujo grupo detém o jornal Público.

 

"A tentativa do senhor Carlos Magno de se aproveitar do momento de fraqueza institucional da ERC para, sozinho, contra o parecer dos serviços que tutela e dos demais colegas de administração, impedir o veto de uma operação com riscos '(...) não controláveis e gravemente lesivos do pluralismo e do direito dos cidadãos à informação ' (vide parecer da ERC), é escandalosa e extremamente grave", aponta o gestor.

 

"Temos de ter a capacidade de nos indignarmos quando, por acção ou inacção, se criam as condições para que possam acontecer graves danos do nosso interesse público", concluiu Paulo Azevedo.

 

Na sua declaração de voto, Carlos Magno afirmou que a ERC "não pode impedir um negócio entre privados com base numa lei que não existe".

 

Também hoje, a operadora de telecomunicações NOS mostrou "perplexidade" pelo voto de Carlos Magno (os dois outros membros do Conselho Regulador da ERC - Arons de Carvalho e Luísa Roseira -votaram contra o negócio) e congratulou-se com o sentido do parecer dos serviços técnicos da ERC, que era desfavorável à compra da Media Capital.

 




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mais votado Abel Há 4 semanas

A família Sonae é acionosta da NOS e pressente que o jornal público será reduzido a total irrelevância. E tem razão para estar indignado, mas quem decide num órgão público terá de o fazer de acordo com a LEi. Se se sentem ameaçados unam-se em vez de andarem a atirar farpas uns aos outros. Sim é verdade que a MEO vai comer uma enorme fatia de mercado à NOS, pois o poder de fogo da Altice é enorme e irá oferecer melhores condições aos clientes. Quando eu tinha uma mercearia e me queixei dos hipermercados Continente nunca ouvi os Azevedos. Eles sabem muito... E fizeram-me uma razia à mercearia maior que o Salgado fez à PT.

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FVV Há 3 semanas

Esse tal Carlos Magno, ouvi-o durante muito tempo na Rádio. O tempo mais do que suficiente, para perceber, que vive em total ausência de CARÁCTER.
Aguardemos. Depois se verá.

Anónimo Há 4 semanas

Ó Paulo reconheço o que o LADRÃO44 te fo***. Mas agora não queiras aos outros o mal que te fizeram. Moralmente perdes toda a razão.

Desanimado Há 4 semanas

O que está aqui em causa é a incompreensível posição de Carlos Magno.
POIS, Ó CARLINHOS VAMOS TODOS ESTAR DE OLHO NOS CARGOS QUE IRÁS OCUPAR E EM QUE EMPRESAS DEPOIS DE SAÍRES DA ERC!!!

gatogato Há 4 semanas

Podem dizer mal do Belmiro, até que não criou um império mas apenas o roubou, mas o seu filhinho Paulo nem lhe chega aos calcanhares em termos de independência, coragem e voluntarismo. A Sonae não chega à terceira geração se o Paulo Azevedo não se puser sério e se Portugal endireitar. Se continuar torto, estas empresas encostadas, como a Sonae parece querer também ser, até poderão continuar a florir...

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