Telecomunicações Paulo Neves: "Não vamos despedir pessoas. Estamos num processo de agilização"

Paulo Neves: "Não vamos despedir pessoas. Estamos num processo de agilização"

O presidente da PT Portugal garante que não está a despedir, mas está em processo de tornar a estrutura mais ágil. Assume que há pessoas que estão a passar para outras empresas do grupo ou fornecedores.
Paulo Neves: "Não vamos despedir pessoas. Estamos num processo de agilização"
Miguel Baltazar/Negócios
Alexandra Machado 05 de julho de 2017 às 09:36
Tornar a empresa mais ágil é como Paulo Neves, presidente da PT Portugal, define o processo em curso de transferência de alguns trabalhadores para outras empresas, quer do grupo Altice, quer de fornecedores.

"Não vamos despedir pessoas", afirmou Paulo Neves, falando da existência de "um processo de agilização para que a estrutura consiga responder". O objectivo é "focar-nos naquilo que é o 'core' da empresa. Há um conjunto de serviços que consideramos essenciais mas que outras empresas do grupo fazem melhor e as pessoas podem passar para essas empresas e estamos a fazê-lo".

Há também, assumiu, um conjunto de pessoas a ser transferidas para parceiros "para poderem fazer para nós e para terceiros".

É um processo "feito de forma perfeitamente natural. Não é nada que já não tenha acontecido na PT. (...) A preocupação é tornar a empresa mais ágil".

"Estamos nesse processo e vai continuar. Não paramos até termos a melhor empresa, com maior eficiência, e ser mais ágil, com as melhores soluções, com melhores preços no conceito de transversalidade".

Paulo Neves garante que o plano da Altice quando comprou a PT está a ser "amplamente cumprido" e que não tem de falar com o Governo sobre os processos, mas com as pessoas.

O Dinheiro Vivo fala em 155 o número de trabalhadores abrangidos, que se juntam aos cerca de mil que desde 2015 saíram da PT Portugal. E acrescenta o mesmo jornal que a empresa contactou mais 50 trabalhadores da Direcção de Atendimento Comercial para rescindirem o contrato.

Quanto aos trabalhadores que estão com suspensão de contratos, mas a receber, Paulo Neves escusa-se a falar dessas situações, dizendo que "a minha preocupação é com aqueles que temos a trabalhar".



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mais votado Anónimo Há 1 semana

Claro que não vão despedir, a lei não deixa. Eles bem que ainda tentaram de mansinho... Portugal está entregue aos sindicatos e aos compadres.

comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

Realmente é inqualificável o que estão a fazer a pessoas que deram uma vida inteira à PT. Não estão a despedir, estão pagar a terceiros para o fazerem. É claramente um desrespeito à posição adotada pelo governo. Incompetentes escondidos por detrás da arrogância. Afinal Portugal é o faroeste.

Anónimo Há 1 semana

NOJENTOS!!!!!!http://www.jornaltornado.pt/artimanha-da-ptaltice-na-meo-mesmos-despedimentos-novas-tacticas/

Anónimo Há 1 semana

Ninguém está à espera que os excedentários se demitam. Terá sempre que ser alguém a activar esse processo. Portugal precisa desse alguém. As economias e sociedades mais avançadas já o têm há muito.

Anónimo Há 1 semana

Agora arranjaram um "esquema" para meter o bilhão ao bolso. O estado português que carregue com as consequências. Vide...
http://www.peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT86209

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