Empresas PCP já avançou com projecto de resolução para recuperar controlo público dos CTT

PCP já avançou com projecto de resolução para recuperar controlo público dos CTT

O partido considera que desde a privatização da empresa a “degradação do serviço postal é uma realidade”. Por isso, defende que os CTT devem voltar a integrar a esfera pública.
PCP já avançou com projecto de resolução para recuperar controlo público dos CTT
Negócios 01 de agosto de 2017 às 19:03

O PCP já avançou com o projecto de resolução que visa recuperar o controlo público dos CTT. De acordo com o documento, entregue no dia 31 de Julho, desde que a empresa foi privatizada, em 2014, " a degradação do serviço postal é uma realidade".

O partido sublinha que o Contrato de Concessão entre o Estado e os CTT, que termina no próximo ano, "obriga a empresa a prestar um serviço de qualidade conforme estipulado pela Lei e nas Bases da Concessão".

"Contudo, desde a privatização, a estratégia da administração da empresa (a mesma que preparou e consumou a privatização) prossegue um caminho de desrespeito pelas obrigações a que está sujeita no que respeita à prestação do serviço e apenas tem como objectivo garantir que os novos donos (grandes grupos económicos estrangeiros) recebam de volta rapidamente o que pagaram pela compra dos CTT e aproveitar a rede dos CTT para implantar um Banco – que sempre foi adiado quando a empresa era pública", acrescenta o PCP, referindo-se ao Banco CTT, que abriu portas em Março de 2015.

Em Fevereiro, o Governo também anunciou que ia aplicar multas aos CTT no valor global de 151 mil euros por ter detectado incumprimento do contrato de prestação do serviço universal postal, nomeadamente o incumprimento da densidade de postos de atendimento ao público e de marcos estipulado no contrato de concessão.

O documento entregue na segunda-feira no Parlamento relembra ainda que "entre 2009 e 2016,encerraram 564 estações e postos dos CTT". Além disso, segundo o PCP, "reduziram-se em largas centenas o número de trabalhadores e aumentou a pressão e o assédio com vista à sua saída, quando, na realidade, faltam trabalhadores nos correios". Um tema que foi debatido no parlamento no início do ano, na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, no seguimento de denúncias feitas por sindicatos.

O PCP aponta ainda que "há vastas zonas do país onde o correio só está a ser distribuído uma vez por semana", recordando que "recentemente chegou a haver 15 dias de atraso na chegada dos vales postais com as pensões de reforma", outro dos temas que chegou ao Parlamento.

Por estas razões, considera que "é um imperativo nacional, de soberania, coesão territorial e justiça social, que a Assembleia se pronuncie contra a privatização dos CTT e em defesa do serviço público postal, com a recuperação do controlo público da empresa".

O projecto de resolução do PCP, que segue em linha com o do Bloco de Esquerda, será agora analisado a partir de Setembro.

 




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mais votado Anónimo 01.08.2017

Nacionalizar ou estatizar o que supostamente seria admissível de ser nacionalizado ou estatizado numa óptica de serviço público e interesse nacional e incorporado no Sector Empresarial do Estado, como utilities, serviço postal, transportadora de bandeira, banco estatal, arsenal ou empresa de telecomunicações, é problemático em Portugal porque o Estado é mau gestor e segundo a versão oficial desse mesmo Estado, e seus sindicatos, se convencionou que não existe, existiu ou alguma vez existirá excedentarismo porque o mirabolante mote diz que não existem forças de mercado do sector público para dentro e por isso não se pode reestruturar uma organização portuguesa com recurso a despedimentos ou desalocação de oneroso factor produtivo trabalho que seja desnecessário e injustificável à luz dos mais básicos e elementares princípios da boa gestão lean, da racionalidade económica, do avanço tecnológico e das condições de oferta e procura reais existentes em dado momento ou período de tempo.

comentários mais recentes
5640533 02.08.2017

O PCP doa o dinheiro para a nacionalização? Esta gente parece que vive noutro planeta.

Anónimo 02.08.2017

O comunismo e seitas afins deviam ser PROIBIDAS como é proibido o nazismo por exemplo. São seitas profundamente anti democráticas que não deviam ser toleradas em sociedades desse cariz. No caso português o PCP (pelo menos) devia ser extinto e o seu vasto patrimonio que causa decerto inveja a muito capitalista devia passar para a posse do Estado.

Anónimo 02.08.2017

Privado ou estado a porcaria è a mesma , quando era do estado uma carta dentro do pais demorava 3 semanas para chegar ao destino , privado uma carta enviada da Suiça resistada chega no mesmo dia a Portugal depois demora 1 mês para chegar ao destino , os Suiços dizem CTT irresponsaveis e incompetent

Anónimo 01.08.2017

A empresa pública de correios sueco-dinamarquesa Postnord decidiu em Março de 2017 despedir 4 mil excedentários cujo posto de trabalho já não se justificava naquela organização do sector público escandinavo. Naquela região nórdica os direitos sindicais adquiridos não se sobrepõem aos dos contribuintes e cidadãos em geral. É 1º Mundo onde não reinam a iniquidade e a insustentabilidade. Despedem excedentários, extinguem postos de trabalho que já não se justificam, adoptam as melhores práticas e tecnologias. A economia é robusta, cria valor e enriquece, a sociedade é justa, equilibrada e feliz. "Postnord to cut up to 4,000 jobs in Denmark" www.reuters.com/article/postnord-jobs-idUSL5N1GL4QG

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