Banca & Finanças PCP não desiste da nacionalização definitiva do Novo Banco para ter apoio do PS

PCP não desiste da nacionalização definitiva do Novo Banco para ter apoio do PS

"Está lá a palavra e não vamos tirar". A declaração é do comunista Miguel Tiago ao Negócios e serve para mostrar que o partido não desiste da nacionalização definitiva do Novo Banco para conseguir os votos do PS.
PCP não desiste da nacionalização definitiva do Novo Banco para ter apoio do PS
Bruno Simão
Marta Moitinho Oliveira 11 de janeiro de 2017 às 19:01
O PCP não está disposto a desistir da ideia de uma nacionalização definitiva do Novo Banco, mesmo que isso implique o chumbo do projecto de resolução que recomenda isso mesmo ao Governo.

O Parlamento vai discutir em breve um projecto de resolução do PCP já com um ano onde a Assembleia da República recomenda ao Governo a nacionalização "definitiva" do banco que resultou do fim do BES. Mas para que o projecto seja aprovado é necessário ter os votos do PS (o Bloco concorda com a nacionalização definitiva e a direita opõe-se à ideia).

Esta quarta-feira, o jornal Público avançou que o PS ainda não tinha decidido como votaria este projecto e citava o líder parlamentar, Carlos César, a defender que se os comunistas fizessem "alterações significativas" ao mesmo, o PS poderia viabilizar o diploma. O objectivo era que estas alterações significativas permitissem tornar temporária a nacionalização, em vez de definitiva como está previsto no projecto.

O PS não se opõe à ideia da nacionalização, mas recusa assumir o próximo passo: nova venda mais tarde ou ficar na esfera do Estado para sempre. 

Na TSF, o deputado comunista Miguel Tiago foi confrontado com esta questão. O jornalista perguntou-lhe se o PCP estaria disposto a deixar cair a palavra "definitiva" para ter o aval do PS à nacionalização.

 "Tanto quanto me lembro [o projecto de resolução] não tem a palavra 'definitiva' mas é nesta perspectiva que foi apresentado", disse. 

O projecto, que pode ser consultado no site do Parlamento, diz preto no branco que o tipo de nacionalização que vai a votos é "definitiva". 

Ao Negócios, Miguel Tiago assume o lapso e clarifica a posição do PCP neste momento. "Está lá a palavra e não vamos tirar."

O PCP conta discutir e votar no Parlamento o seu projecto no início de Fevereiro. O Governo está a negociar directamente com a Lone Star para tentar obter uma proposta melhorada que dispense a garantia pública. O processo de venda mantém-se, mas o ministro das Finanças, Mário Centeno, admite que a nacionalização é o plano B. Fora de questão está a liquidação do banco.



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Valt 11.01.2017

O partido comunista a fazer o frete aos esp. santos para depois lhe o devolver

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