Telecomunicações Pedro Marques quer acompanhamento "muito próximo" da ACT à PT Portugal

Pedro Marques quer acompanhamento "muito próximo" da ACT à PT Portugal

"Não está em cima da mesa nenhuma nacionalização" da PT Portugal, garantiu o ministro do Planeamento no Parlamento, acrescentando que espera um acompanhamento próximo à situação dos trabalhadores.
Pedro Marques quer acompanhamento "muito próximo" da ACT à PT Portugal
Bruno Simão/Negócios

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, afirmou esta sexta-feira no Parlamento que as matérias de natureza laboral na PT Portugal "devem continuar a ter um acompanhamento muito próximo da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT)".

 

"A ACT tem estado sucessivamente naquela empresa, tem acompanhado vários procedimentos, designadamente dos trabalhadores em situação de disponibilidade ou de funções não atribuídas", referiu o governante na audição de Economia, Inovação e Obras Públicas.

 

Esta sexta-feira, 14 de Julho, Pedro Marques considerou que "é uma matéria laboral que tem sido acompanhada pelos serviços competentes".

 

Em causa está, por exemplo, a transferência de funcionários para outras empresas do grupo, que está a motivar uma reacção por parte dos trabalhadores. Está agendada uma greve dos trabalhadores da PT para dia 21.

 

O ministro do Planeamento relembrou que o Governo foi "peremptório" quando "o primeiro-ministro disse que não daria acordo" para que a empresa fosse considerada como estando em reestruturação, o que permitiria rescindir com mais pessoal do que o que legalmente é permitido. Aliás, António Costa criticou esta semana, igualmente no Parlamento, a actuação da Altice. 

 

Em relação a outras matérias, Pedro Marques revelou-se "seguro" de que "o regulador estará atento à situação da empresa".

"Não está em cima da mesa nenhuma nacionalização da empresa"

 

Já sobre um eventual controlo público da empresa, há um não do Executivo. "Nessa matéria, afastamo-nos. Não está em cima da mesa nenhuma nacionalização da empresa", declarou Pedro Marques, acrescentando que a empresa "opera em mercado, num sector regulado, com empresas em concorrência".

 

A audição do ministro decorreu ao mesmo tempo que a Altice, dona da PT Portugal, divulgava pormenores sobre a compra da Media Capital, anunciada esta sexta-feira. 




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comentários mais recentes
Criador de Touros Há 1 semana

O problema de António Costa e deste governo de esquerda é a TVI deixar de ser controlada por interesses de esquerda, relembro que a Prisa, empresa espanhola dona da TVI até agora é próxima do partido socialista espanhol. Ora isto agradava ao partido socialista português. Agora é um bilionário judeo que compra a TVI, alterou-se portanto o ditame ideológico, agora provavelmente não esquerdista. Eu não vejo tv portuguesa, pode ser que agora comece a ver. As tv portuguesas são todas de esquerda, editorialmente de esquerda. Não consigo ver notícias na RTP, SIC e TVI. Pode ser que a TVI a partir de agora seja mais comestível. Desde o 25 de Abril que a estratégia da esquerda foi controlar editorialmente radios, tv e jornais. E conseguiram fazer um país de esquerda com base nesse controle da informação. Espero que a TVI venha a ser melhor do que era, que era igual às outras. Deixei de ver notícias e programas portugueses por não aguentar sempre o mesmo tipo de mentalidade esquerdista/posmoderna e nada imparcial. Os jornalistas portugueses são mal formados para o meu gosto, dão-lhes aquelas papas posmodernas e eles e elas engolem tudo. Não têm espírito crítico sobre a ideologia dominante esquerdista/posmoderna. Mas o problema é global e não só português. É difícil encontrar informação livre de controle ideológico esquerdista/posmoderno.

Anónimo Há 1 semana

Este Pedro Marques devia estar em Hollywood. É um verdadeiro artista de cinema. É do tempo do Zé sapatilhas...

Anónimo Há 1 semana

Caro Jornal de Negócios, é um facto que a Altice em Poortugal, tal como outras organizações portuguesas, está de mãos e pernas atadas devido ao governo socialista, à constituição do PREC de 1976 e à legislação laboral. E isso tem feito e continuará a fazer toda a diferença pela negativa. "As empresas de telecomunicações, tal como outras companhias dos sectores tecnológicos, estão a reestruturar-se, eliminando postos de trabalho a favor da automação, e reposicionando-se em novos projectos" Fonte: “Telecommunications providers, like other tech companies, are undergoing restructuring, losing jobs to automation, and pivoting to new projects,” (Relatório da Challenger, Gray & Christmas de Março de 2017) https://www.challengergray.com/press/press-releases/2017-march-job-cut-report-cuts-rise-17-percent-telecom-retail

Anónimo Há 1 semana

Para entender a crise de equidade e sustentabilidade que tem afectado as economias desenvolvidas e posto territórios como os de Portugal e Grécia nas más bocas do mundo, é fundamental perceber que para uns serem excedentários ou pagos acima do preço de mercado, outros têm que pagar mais caro quando consomem bens e serviços, pagar mais taxa de imposto quando são tributados, obter menor retorno sobre o investimento quando investem, poupar menos quando aforram, ser pior remunerados, abaixo do seu preço de mercado, quando oferecem trabalho com real procura...

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