Banca & Finanças Pedro Rebelo de Sousa aceita convite para administrador do Haitong Bank

Pedro Rebelo de Sousa aceita convite para administrador do Haitong Bank

O advogado confirmou ao Negócios que aceitou que “o [seu] nome fosse proposto ao Banco de Portugal”. Será administrador não executivo no antigo banco de investimento do Grupo Espírito Santo, que em 2015 passou para as mãos de investidores chineses.
Pedro Rebelo de Sousa aceita convite para administrador do Haitong Bank
Bruno simão
António Larguesa 19 de dezembro de 2016 às 11:16

"Confirmo que aceitei que o meu nome fosse proposto ao Banco de Portugal". Foi desta forma que Pedro Rebelo de Sousa assegurou ao Negócios que está mesmo a caminho da administração do Haitong Bank, onde deverá ocupar o cargo de administrador não executivo. Entretanto terá de aguardar por "luz verde" da entidade reguladora.

 

A informação de que o "senior partner" da sociedade de advogados da SRS Advogados se prepara para entrar na administração do antigo banco de investimento do Grupo Espírito Santo foi avançada pelo jornal i na edição desta segunda-feira, 19 de Dezembro. Pedro Rebelo de Sousa é advogado especializado em questões financeiras há quase quatro décadas.

 

A conclusão das negociações e a confirmação da entrada como administrador terão sido comunicadas no final da semana passada durante uma reunião do conselho de administração do Haitong Bank. Ao Negócios, Pedro Rebelo de Sousa apenas confirmou o convite para ser administrador não executivo, mas não quis adiantar mais detalhes sobre as negociações nem antecipar o contributo que poderá dar nestas novas funções.

 

O irmão de Marcelo Rebelo de Sousa, com quem partilha o gosto pela natação, e que usa a bicicleta para passear, viveu no Brasil e nos Estados Unidos nos anos 1980 e trabalhou durante 19 anos na banca. Entre 1985 a 1988 foi vice-presidente do Departamento de Sindicatos de Empréstimos e Reestruturações do Citicorp Investment Bank, em Nova Iorque. Nos dois anos seguintes foi vice-presidente da divisão internacional de mercados financeiros do Citibank, também nos EUA. Aceitou depois o convite do então primeiro-ministro, Cavaco Silva, para reprivatizar o Banco Fonsecas & Burnay, tendo sido presidente do conselho de administração entre 1990 e 1991.

Pedro Rebelo de Sousa esteve também na génese do Instituto Português de Corporate Governance, que fundou há 14 anos com António Borges e que liderou até Setembro.

Segundo escreve o jornal i, a ligação familiar ao actual Presidente da República terá sido um dos factores valorizados pelos accionistas chineses, que em Setembro de 2015 concluíram a compra do banco de investimento por 379 milhões de euros.

 
Em entrevista ao Negócios, publicada em Março deste ano a propósito do lançamento de um programa avançado para administradores não-executivos por parte do IPCG, Pedro Rebelo de Sousa sustentou que "remunerar os administradores sem avaliar é uma contradição" e reconheceu que os sistemas de governo das empresas financeiras foram "um autêntico laboratório" de falhas.

A 9 de Dezembro, o Haitong Bank confirmou à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) a saída de José Maria Ricciardi da liderança da instituição, a três meses do final do mandato. O chairman, Hiroki Miyazato, assumiu também a presidência executiva do banco, que perdeu outros quatro administradores: Rafael Valverde, Félix Aguirre Cabanyes, Frederico Alegria e David Hobley.

 

Três dias depois do anúncio da demissão, o Haitong Bank emitiu um comunicado de imprensa para afirmar que Ricciardi saiu por decisão própria, "considerando [o próprio] que o principal objectivo que vinha prosseguindo no banco já foi alcançado". A referência em causa era a da concretização da aquisição do ex-BES Investimento por parte do grupo de Hong Kong e a integração do banco no grupo.




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mais votado Anónimo 19.12.2016


Ladrões PS - PCP - BE - e seus apoiantes - ROUBAM OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO

400 milhões de Euros para aumentar as pensões baixas, são migalhas em comparação com...

os mais de 4600 milhões de euros que o Estado vai injetar, em 2017 (e injeta todos anos) através de transferências diretas do Orçamento do Estado (ou seja, com dinheiro pago em impostos pelos restantes portugueses) para assegurar o financiamento do buraco anual das pensões dos FP-CGA.

comentários mais recentes
Mr.Tuga 20.12.2016

Mais um salta pocinhas de crânio iluminado de tugaLândia....
Foda-s* ! Não percebo! Não há gente NOVA?! Tem de ser sempre estes salta poleiros e tachos?! Parece quase a bosta dos fuitibois...

Anónimo 19.12.2016

Acho piada que o utente que anda fugido do Magalhães Lemos , seja sempre o mais votado no JN.Já agora era bom que nos informassem como se vota.

pertinaz 19.12.2016

RICARDO SALGADO VOLTOU A MANDAR.......

XUXALISTAS NO SEU MELHOR

Anónimo 19.12.2016

O homem é de esquerda, de certeza que mais tarde vão passar a factura, se já não a passaram?

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