Media Penguin Random House com reforço do principal accionista

Penguin Random House com reforço do principal accionista

O maior grupo editorial do mundo, com presença em Portugal, viu a alemã Bertelsmann reforçar a sua posição para os 75%. A Pearson, a outra parceira, prefere focar-se no negócio da educação.
Penguin Random House com reforço do principal accionista
João Cortesão/Correio da Manhã
Wilson Ledo 11 de julho de 2017 às 11:22

Há mudanças na estrutura accionista do maior grupo editorial do mundo, a Penguin Random House.


A alemã Bertelsmann reforçou a sua posição de 53% para 75%, comprando esse adicional à Pearson. A britânica passa assim dos 47% para os 25%.


Na imprensa internacional surgem valores diferentes para a compra. O Financial Times refere 781 milhões de dólares (605 milhões de euros). O The Telegraph fala em 776 milhões de libras (880 milhões de euros), em linha com os valores citados pelo The Guardian.


Certo é que o negócio da Penguin Random House ficava, com a operação, avaliado em 3,55 mil milhões de dólares (3,12 mil milhões de euros), conforme confirmou a Bertelsmann em comunicado. No mesmo documento, assegura a independência das mais de 250 editoras integradas no grupo.


O conglomerado alemão – com foco no campo dos media – tem como tradição entrar em parcerias e gradualmente aumentar posições. Foi assim no grupo RTL no Luxemburgo e no grupo editorial focado em revistas Gruner + Jahr. A Bertelsmann nomeará um novo presidente mas Markus Dohle manter-se-á como CEO.


A parceria na Penguin Random House foi formada em Julho de 2014, entre a Penguin Books da Pearson e a Random House da Bertelsmann, formando a maior editora do mundo em receitas, responsável por um em cada quatro livros vendidos mundialmente.


Um dos passos mais mediáticos foi ter assegurado os direitos, por quase 60 milhões de euros, dos livros de memórias do antigo presidente norte-americano Barack Obama e da sua mulher Michelle.


Por sua vez, a Pearson tem vindo a focar-se na área da educação, nos manuais, ao longo dos últimos anos. Nesse sentido, vendeu o jornal Financial Times e a sua participação na revista The Economist em 2015.


A Penguin Random House está também presente em Portugal, liderada por Clara Capitão. No país detém chancelas como Companhia das Letras, Alfaguara ou Objectiva.

 




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