Empresas Pernod-Ricard diz contribuir com 500 milhões de euros para economia portuguesa

Pernod-Ricard diz contribuir com 500 milhões de euros para economia portuguesa

O director-geral da Pernod Ricard Portugal afirma que as bebidas destiladas são centrais para a economia portuguesa, salientando que o grupo cria um valor estimado em cerca de 500 milhões de euros, dos quais 120 milhões em receitas fiscais.
Pernod-Ricard diz contribuir com 500 milhões de euros para economia portuguesa
Bloomberg
Lusa 25 de dezembro de 2016 às 11:54

Em entrevista à Lusa, Jean-François Collobert apontou o impacto negativo da carga fiscal sobre o negócio das bebidas, lamentando o novo aumento do IABA (Impostos sobre o Álcool e as Bebidas Alcoólicas) em 2017, e garantiu que no próximo ano a Pernod Ricard vai acelerar a sua "agenda fiscal" e "sensibilizar os poderes políticos para o risco de mais aumentos".

 

O responsável da Pernod Ricard lembrou que, este ano, o IABA aumentou dois cêntimos em Abril, aos quais se somarão mais dois cêntimos a partir de Janeiro de 2017, estimando que o imposto sofreu um incremento de 30% em seis anos.

 

"O IABA é mais uma ameaça sobre um sector que nos últimos dez anos perdeu um quarto do seu valor", sublinhou, adiantando que, entre 2011 e 2015, o mercado de destilados em Portugal perdeu 800 mil caixas, passando de 3,4 para 2,6 milhões de caixas.

 

"É suficientemente preocupante para nos questionarmos sobre o impacto do IABA sobre o consumo e as receitas fiscais e dizer: 'cuidado', porque este é um sector que traz muito valor, é um sector-chave na economia portuguesa e na criação de valor em Portugal", destacou Jean-François Collobert.

 

Numa garrafa de 15 euros, quase metade (6,63 euros, entre IABA e IVA) reverte a favor do Estado, o que leva Portugal para "um dos níveis mais elevados" da Europa em termos de carga fiscal, proporcionalmente aos salários e ao nível de vida, notou.

 

Segundo o mesmo responsável, o grupo francês, que conta em Portugal com um portefólio abrangente que inclui cinco uísques, entre os quais o Jameson, quatro gins, incluindo o Beefeater, dois champanhes, o vodka Absolut, o pastis Ricard e o ‘brandy’ Macieira, não pensa, no entanto, travar o investimento.

 

"Vemos Portugal como um mercado muito atractivo, com uma dinâmica forte e os destilados estão no centro desta dinâmica, fazem parte da experiência do turismo e da gastronomia", destacou, adiantando que 2017 vai ser um ano de "aceleração" dos investimentos e da "agenda" fiscal.

 

"Vamos começar a falar já com o Governo português, com o poder político, os grupos parlamentares para os sensibilizar para esta questão. A carga fiscal tem um impacto negativo e é nossa obrigação demonstrar em quê", reforçou o director-geral da Pernod Ricard, salientando que "há um limite em termos de eficiência fiscal".

 

Para o próximo ano, a Pernod Ricard definiu três prioridades: uísque, gin e o segmento 'luxo', que representa apenas 10% das vendas em volume, mas já vale um terço do crescimento da empresa em Portugal.

 

Jean-François Collobert adiantou que Portugal responde a vários critérios: o consumo de marcas associadas a determinada imagem, conhecimento do champanhe, o volume de turistas (cerca de 17 milhões anuais), a penetração e o impacto do segmento de luxo medido através de diferentes indicadores, incluindo os investimentos imobiliários.

 

Em 2017, o director-geral da Pernod Ricard Portugal antecipa um crescimento entre os 2 e 4%, alinhado com a meta do grupo a nível internacional.




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André Pires de Almeida Há 2 semanas

Conversa da treta. A Pernod Ricard não produz um único produto em Portugal, até a marca (portuguesa) Macieira já é produzida em Espanha e já nem vinhos portugueses vendem.
Aumentem os impostos dos espirituosos ainda mais. São a droga mais nociva da nossa sociedade.

Baco Há 4 semanas

Em definitivo acho as taxas e taxinhas do Costa uma aberração.
Mas até concordo com o aumento do IABA - até devia ser mais, uma vez que qt mais alcool for vendido, maiores os custos na saúde, sinistralidade, forças de segurança,..

E so mas um Mamao Há 4 semanas

Mais um mafioso, que quer mama, vai mamar na quinta pata du Cavalo,especi de corrnuto. Ja nao chegam os ladroes de ca ainda têmos que levar com este francuscas armado e demokrata. Vivemos em uma Anarquia de poder. So os Caes grandes tem direito a viva. Democracias de mierdas.

Anónimo Há 4 semanas

Não produzem em Portugal . Levaram a Macieira para Madrid. O que trazem a Portugal é defice pois são importadores . Desta gentinha não precisa Portugal.

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