Empresas Pescanova afunda 95% após quatro anos suspensa em bolsa

Pescanova afunda 95% após quatro anos suspensa em bolsa

A Pescanova controla apenas 1,6% do capital da empresa que resultou do processo de insolvência e é controlada pelos credores.
Pescanova afunda 95% após quatro anos suspensa em bolsa
Correio da Manhã
Negócios 07 de junho de 2017 às 10:58

Depois de um interregno de quatro anos em que as acções estiveram suspensas de negociação, a Pescanova regressou esta quarta-feira, 7 de Junho, às transacções na bolsa espanhola.

 

E não se pode dizer que tenha sido um regresso muito feliz. As acções começaram a negociar nos 0,60 euros, o que representa uma queda de 89,85% face à cotação de 12 de Março de 2013 (5,91 euros).

 

A empresa que está cotada é agora bem diferente da que existia quando foi suspensa em bolsa há quatro anos. A Pescanova tem como principal activo uma participação de 1,6% na Nova Pescanova, companhia que resultou do processo de insolvência da empresa de pescado,que é agora controlada pelos credores.

 

As acções chegaram a afundar 95,6% para 0,26 euros, levando o valor de mercado da Pescanova para menos 10 milhões de euros. Antes de ser suspensa de negociação em bolsa 2013, altura em que já estava em fortes dificuldades financeiras, a Pescanova tinha uma capitalização bolsista de 170 milhões de euros.    

  

De acordo com o Expansion, espera-se uma sessão de forte volatilidade nas acções da Pescanova, sendo que as expectativas até apontavam para uma queda mais forte dos títulos, que chegaram a ser transaccionados fora de bolsa a 0,0001 euros e tendo em conta o último negócio conhecido foram avaliados recentemente em apenas 3 cêntimos.


A insolvência da Pescanova arrancou em Abril de 2013, depois dos credores da companhia terem dado o aval à recuperação da empresa, ficando a controlar a maioria do capital. Estes eram sobretudo bancos: Banco Sabadell, Banco Popular, CaixaBank, NCG Banco, BBVA, Bankia e UBI Banca. Em 2013, os portugueses CGD, BPI e BES também constavam da lista de credores da Pescanova, sendo que o banco público era o maior credor nacional da empresa, com cerca de 120 milhões de euros cedidos.




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comentários mais recentes
Camponio da beira 07.06.2017

Muito mais que isso afundou o bcp.

O BCP e os CARVALHOS 07.06.2017

MONTEPIO + 90 % BCP -- 5 % PHAROL + 10 % BCP -- 3 % CIMPOR + 130 % BCP --- 25 % cortiçeira AMORIM + 120 % BCP --- 8 % RAIOS PARTAM o MILENIUM BCP QUE NÃO VALE A PONTA DE UM CARVALHO

Johnny 07.06.2017

Pescavelha, o mau sai mal !

josue_vitoriano 07.06.2017

E ainda havia de afundar mais parti um dente por causa de um filete que tinha uma espinha do tamanho de uma esfrografica agora quem paga ha que açumir as responsablidades

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