Energia Pesquisa de petróleo em Peniche já não tem contratos activos

Pesquisa de petróleo em Peniche já não tem contratos activos

A pesquisa de petróleo na bacia de Peniche deixou de ter contratos activos, disse à Lusa fonte oficial da Galp, petrolífera que integra o consórcio que detinha a concessão para aquela área desde 2007.
Pesquisa de petróleo em Peniche já não tem contratos activos
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 12 de novembro de 2017 às 10:55

"A Galp não tem qualquer contrato activo nessa área [bacia de Peniche]", afirmou à Lusa fonte oficial da petrolífera portuguesa, que detinha 30% do contrato de concessão, celebrado em 18 de maio de 2007, por negociação direta, que integrava ainda a Repsol (34%), Kosmos (31%) e a Partex (5%).

 

Este contrato abrangia quatro blocos, designados por Camarão, Ameijoa, Mexilhão e Ostra, mas no primeiro semestre deste ano o consórcio desistiu de avançar em três concessões que detinha na bacia de Peniche, o que levou a empresa liderada por Carlos Gomes da Silva a registar uma imparidade de 22 milhões de euros.

 

Como a Lusa noticiou em julho, o contrato de três blocos da bacia de Peniche (Ameijoa, Mexilhão e Ostra) cessou, por pedido do consórcio, com base na análise aos dados geológicos recolhidos, que demonstraram que "não têm magnitude nem dimensão que justifiquem o desenvolvimento de um projecto".

 

Ainda assim, o consórcio manteve um bloco, designado Camarão, que entretanto deixou também de ter um contrato ativo com a Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC), mas nem a Galp nem o organismo explicam a razão para a suspensão do contrato.

 

Na semana passada, o movimento Peniche Livre de Petróleo veio congratular-se pelo cancelamento dos contratos de pesquisa de petróleo na bacia de Peniche, depois da ENMC ter atualizado o mapa de licenças/concessões de prospeção e produção de petróleo em Portugal, mantendo apenas o contrato para a pesquisa em terra na bacia Lusitânica, nas áreas Batalha e Pombal, à Australis Oil & Gas Ltd, e a pesquisa 'offshore' (no mar) na bacia do Alentejo, com o consórcio liderado pela petrolífera italiana Eni, que integra também a Galp.

 

O movimento Peniche Livre de Petróleo, que em dezembro entregou à Assembleia da República uma petição pelo cancelamento de todos os contratos, diz que o documento não perde relevância, uma vez que os contratos em terra - numa faixa litoral que se estende de Caldas da Rainha a Soure - ainda estão em vigor.

 

"A petição encontra-se em apreciação, aguardando subida a plenário. Assim, esperamos que a Assembleia da República acolha a nossa proposta e cancele efetivamente os restantes contratos", lê-se no comunicado do movimento.

 




A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
General Ciresp Há 1 semana

Alguma coisa me diz que se o Ladraozito 44zito ainda fosse o que era na epoca,a pesquisa naida tinha pernas para PESQUISAR.

pub