Energia Petrolífera Total compra Maersk Oil em negócio de 7,45 mil milhões de dólares

Petrolífera Total compra Maersk Oil em negócio de 7,45 mil milhões de dólares

A petrolífera dinamarquesa tem 80% das suas reservas localizadas no Mar do Norte.
Petrolífera Total compra Maersk Oil em negócio de 7,45 mil milhões de dólares
Reuters
André Cabrita-Mendes 21 de agosto de 2017 às 09:29
A petrolífera francesa Total comprou a unidade de petróleo da dinamarquesa Moeller-Maersk num negócio avaliado em 7.450 milhões de dólares (6.300 milhões de euros).

A operação implica que a Maersk fique com 4.950 milhões de dólares (4.200 milhões de euros) de acções da Total. E a Total vai também assumir 2.500 mil milhões de dólares (2.100 milhões de euros) de dívida da companhia dinamarquesa.

"O negócio com a Maersk Oil oferece à Total um reforço excepcional no negócio global do upstream o que vai reforçar a competitividade e valor da Total em muitas áreas, em particular através alguns activos com elevada qualidade e capacidade de crescimento e através de sinergias", disse a Total em comunicado divulgado esta segunda-feira, 21 de Agosto.

A Total ganha assim mil milhões de barris de reservas provadas de petróleo, 80% localizado no Mar do Norte, mais uma produção diária de 160 mil barris. O negócio deverá estar fechado no primeiro timestre de 2018.

A petrolífera francesa espera gerar sinergias operacionais, comerciais e financeiras de mais de 400 milhões de dólares por ano (340 milhões de euros), "em particular com a combinação de activos da Total e da Maersk Oil no Mar do Norte, uma área de excelência para ambas as companhias".

Esta operação segue-se a outras já realizadas pela Total este ano, como a compra de uma participação num projecto no Uganda à Tullow Oil por 900 milhões de dólares ou o negócio de 2.200 milhões de dólares no Brasil, aponta a Bloomberg.

Este ano está a ficar marcado por uma recuperação dos negócios no sector petrolífera, como a compra da Songa Offsore pela Transocean por um total de 3.400 milhões de dólares, ou a venda de activos pela BP numa petroquimica chinesa no valor de 1.700 milhões de dólares, ou a saída da Shell da Irlanda por 1.200 milhões de dólares.



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