Energia PGR: Mexia e Pinho serão interrogados em "momento oportuno"

PGR: Mexia e Pinho serão interrogados em "momento oportuno"

Apesar de terem sido constituídos arguidos, nenhum dos oito arguidos no processo dos CMEC foi ainda interrogado.
PGR: Mexia e Pinho serão interrogados em "momento oportuno"
Miguel Baltazar/Negócios
André Cabrita-Mendes 04 de julho de 2017 às 17:00

Apesar do processo dos CMEC já contar com oito arguidos, nenhum foi ainda interrogado pelas autoridades. Manuel Pinho é o arguido mais recente na investigação levada a cabo pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), mas tal como os restantes sete arguidos também não foi interrogado.

"Este arguido e os restantes já constituídos nos autos serão interrogados em momento oportuno, após a análise, por parte do Ministério Público, da prova recolhida no âmbito da investigação. Esse trabalho de análise da documentação apreendida encontra-se em curso", disse fonte oficial da Procuradoria-Geral da República (PGR) numa nota enviada ao Negócios esta terça-feira, 4 de Julho.

O antigo ministro da Economia de José Sócrates e o presidente executivo da EDP, António Mexia, são os arguidos mais conhecidos neste processo.

A Operação Ciclone, o nome de código para esta investigação, conta com outros seis arguidos: João Manso Neto (administrador da EDP), João Faria Conceição (administrador da REN e antigo assessor do ex-ministro Manuel Pinho), Pedro Furtado (responsável de regulação na REN), Rui Cartaxo (adjunto de Manuel Pinho no Governo entre 2006 e 2007), Pedro Resende e Jorge Machado (antigos vogais do conselho de administração da EDP).

O Ministério Público está a investigar os acordos assinados entre o Governo de José Sócrates em 2007 e a EDP, que formalizaram a entrada em vigor do mecanismo CMEC (Custos para a Manutenção de Equilíbrio Contratual), ou a extensão da concessão de 27 barragens à EDP, sem concurso público.

O inquérito, levado a cabo pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), está a investigar "factos susceptíveis de integrarem os crimes de corrupção activa, corrupção passiva e participação económica em negócio". As autoridades já efectuaram buscas à EDP, REN e à consultora Boston Consulting Group (BCG).




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