Telecomunicações Pharol contra nova versão do plano de recuperação da Oi

Pharol contra nova versão do plano de recuperação da Oi

A administração da antiga PT SGPS comunicou a sua "insatisfação e discordância" em relação à última versão do plano de recuperação judicial da operadora de telecomunicações brasileira Oi.
Pharol contra nova versão do plano de recuperação da Oi
Miguel Baltazar
David Santiago 15 de dezembro de 2017 às 19:05

A quinta e mais recente versão do plano de recuperação judicial que foi apresentado pela operadora de telecomunicações brasileira Oi na passada terça-feira, merece reprovação da parte da administração da Pharol.

Em nota enviada ao final da tarde desta sexta-feira, 15 de Dezembro, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Pharol sinaliza a sua "insatisfação e discordância relativamente ao plano de recuperação de 12 de Dezembro de 2017". A Pharol considera que o plano em causa "não apresenta equidade nos sacrifícios exigidos aos diversos participantes no processo" vê-se "particularmente desfavorecida" pelo mesmo.

"O plano, para surpresa e indignação da Pharol SGPS, privilegia de forma legalmente muito discutível e não equitativa tal grupo de credores em detrimento de milhares de investidores, de maior ou menor relevância no mercado de capitais mundial, que investiram na Oi S.A", pode ainda ler-se na nota enviada ao regulador português dos mercados.

Alude ainda a uma "série de violações a princípios basilares que jamais poderiam ser admitidos por accionistas ou investidores dos mercados de capitais" decorrentes do plano de recuperação. Assim sendo, a Pharol defende ser necessário tentar encontrar uma solução que permita "conciliar interesses e não ferir direitos".

Como tal, a antiga PT SGPS refere que utilizará "todos os meios legais no Brasil e no exterior para defender os seus direitos enquanto accionista da Oi", reiterando que no plano de recuperação conhecido esta semana constam "medidas de duvidosa legalidade". 

Na terça-feira, a Oi apresentou a quinta versão do plano de recuperação judicial, um processo que se prolonga há 18 meses e que tem como objectivo reduzir para metade a dívida de 64 mil milhões de reais (16 mil milhões de euros) da empresa. Desta feita, o plano, que foi apresentado pelo novo presidente executivo da Oi, Eurico Teles, foi previamente negociado com os maiores credores da instituição. Se concretizado este plano, a posição da Pharol na Oi - é actualmente a maior accionista - será diluída. 


(Notícia actualizada às 19:25)




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mais votado Sobeoudesce 15.12.2017

se o Dr. Palha é contra é porque o plano é mau

comentários mais recentes
Anónimo 16.12.2017

Os obrigacionistas da PT ficaram a arder porque a Pharol deixou que vendessem a PT Portugal e depois o dinheiro em vez de ficar na Holanda para nos pagar, fugiu para o Brasil. Porque é que o DCIAP não investiga essa tramóia? Uns chulos. O Palha é sonso mas não passa de um chulo.

Amilcar Alho 16.12.2017

Também é por causa da Pharol, vítima da resolução do BES, que os obrigacionistas da PT ficaram a arder com uma parte das suas poupanças. Como em qualquer processo de recuperação os credores deverão ter preferência face aos acionistas. Estão à espera de quê?

Anónimo 16.12.2017

Este tipo vendeu a alma ao Tanure e este comunicado é igual ao do Tanure. Lixou nos a todos. Não percebeu que tinha de aliar se aos internacionais e não aos bandidos. Um bandido e burro.

J. SILVA 16.12.2017

Este tipo ganha mais de 30 000€/mês. Não se sabe o que faz, o que se pode dizer é que esse valor é por um mini part-time. A "indignação que manifesta" são lágrimas de crocodilo", já que a PHAROL tem representação relevante na OI e poderia influenciar as negociações. Nada fez, e agora faz esta birra

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