Bolsa Pharol dispara mais de 16% para máximos de 2015

Pharol dispara mais de 16% para máximos de 2015

As acções da empresa estão a acentuar a tendência de ganhos registada esta manhã, a beneficiar da apresentação do novo plano de recuperação judicial da Oi, de que é accionista de referência.
Pharol dispara mais de 16% para máximos de 2015
Miguel Baltazar
Sara Antunes 12 de outubro de 2017 às 12:06

As acções da Pharol estão a disparar 13,40% para 0,474 euros, tendo chegado já a subir um máximo de 16,03% para 0,485 euros, o que corresponde ao valor mais elevado desde Junho de 2015. A empresa liderada por Palha da Silva (na foto), eleva assim para 95,4% o ganho desde o início do ano e é justificada pela expectativa gerada pela apresentação do novo plano de recuperação judicial da Oi, empresa onde a Pharol detém mais de 20% do capital.

 

A entrega do novo plano de recuperação judicial da Oi foi confirmada em comunicado esta madrugada, sendo o objectivo do plano o de reduzir o montante da dívida, de 65,4 mil milhões de reais (17,4 mil milhões de euros), através de um aumento de capital, de nove mil milhões de reais (2,4 mil milhões de euros).

 

O novo plano de reestruturação permite aos credores e accionistas actuais da Oi comprarem nove mil milhões de reais em acções da cotada, ficando os credores com 40% da operadora de telecomunicações. O plano ainda terá de ser aprovado pelos credores na assembleia geral agendada para dia 23 de Outubro.

 

Destes nove mil milhões de reais de capital, seis mil milhões deverão ser garantidos através de dinheiro, sendo que parte terá origem nos detentores de dívida e o restante nos actuais accionistas, explica a Reuters.

 

A proposta, que foi entregue à justiça brasileira ainda na quarta-feira, 11 de Outubro, dá a possibilidade de os credores comprarem até 3,5 mil milhões de reais em acções e converterem parte dos 32 mil milhões de reais detidos através de dívida em cerca de três mil milhões de reais em acções, de acordo com a informação que está a ser veiculada pela Bloomberg, que cita fontes próximas do processo. A Reuters adianta que a conversão de dívida está limitada a 25%.




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