Aviação Pilotos da Lufthansa marcam nova greve de dois dias para esta semana

Pilotos da Lufthansa marcam nova greve de dois dias para esta semana

Os pilotos da companhia alemã decidiram marcar uma nova paralisação para terça e quarta-feira, depois de as negociações com a empresa terem terminado sem acordo.
Pilotos da Lufthansa marcam nova greve de dois dias para esta semana
reuters
Rita Faria 28 de Novembro de 2016 às 11:41

O sindicato dos pilotos Cockpit anunciou novas paralisações na Lufthansa para esta terça e quarta-feira, depois de as negociações com a companhia alemã terem terminado sem um entendimento. As conversações decorreram este domingo, após quatro dias de greve.

 

"Infelizmente, as conversações que decorreram hoje [domingo] não produziram qualquer resultado", afirmou Joerg Handwerg, um dos responsáveis do sindicato, num comunicado citado pela Reuters. "Ainda não existe uma oferta negociável por parte da Lufthansa relativamente à remuneração dos pilotos, o que significa que acção tem de continuar".

 

As novas paralisações agendadas para esta semana vão afectar voos de curta distância nos dois dias, sendo que, quarta-feira, os voos de longo curso também terão perturbações.

 

Na semana passada, a Lufthansa teve que cancelar quase 2.800 voos durante uma greve de quatro dias que afectou mais de 350.000 passageiros. Foi a 14ª paralisação numa disputa que, desde o início de 2014, já custou à transportadora centenas de milhões de euros.

 

O sindicato Cockpit rejeitou, na passada sexta-feira, a última proposta da Lufthansa, que propôs aumentar o salário dos pilotos em 4,4%, em duas parcelas, e fazer mais um pagamento único de 1,8 meses de salário. No entanto, o sindicato exige uma subida de 3,7% no salário anual para 5.400 pilotos com efeitos retroactivos desde 2012.

"Pagamos aos pilotos significativamente mais do que a concorrência. Somos responsáveis por mais de 120.000 empregados e queremos que a Lufthansa tenha um futuro", defendeu Harry Hohmeister, um dos administradores da empresa, considerando "impossível" aceitar as reivindicações salariais do sindicato Cockpit.




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