Banca & Finanças Plano de reestruturação do Unicredit inclui corte de 14 mil postos de trabalho

Plano de reestruturação do Unicredit inclui corte de 14 mil postos de trabalho

O maior banco italiano avança com um aumento de capital de 13 mil milhões de euros, tal como já tinha sido noticiado. O plano de reestruturação inclui a eliminação de mais 6.500 postos de trabalho, o que eleva para 14 mil o total.
Plano de reestruturação do Unicredit inclui corte de 14 mil postos de trabalho
Bloomberg
Sara Antunes 13 de dezembro de 2016 às 08:54

O Unicredit já anunciou o seu plano de recapitalização no valor total de 13 mil milhões de euros, que inclui a venda de activos – como a Pioneer e a participação no polaco Pekao – bem como a emissão de direitos.

 

O plano de reestruturação do maior banco italiano inclui também a eliminação de mais 6,5 mil postos de trabalho, o que eleva os cortes da força laboral para 14 mil. Segundo a Bloomberg o banco tinha, no final de Setembro, 123 mil funcionários.

 

O plano, que já está a ser implementado, abrange os próximos três anos, prevendo-se a conclusão de todas as metas em 2019.

 

O Unicredit prevê reduzir em 12,2 mil milhões de euros os custos da instituição face a 2015 e vender portefólio de crédito malparado.

 

O banco, liderado por Jean Pierre Mustier, traçou ainda como objectivo fechar 2019 com um lucro de 4,7 mil milhões de euros. 

O Unicredit tenta assim afastar-se do Monte dei Paschi, o terceiro maior banco italiano e único que chegou nos testes de stress. O Monte dei Paschi está em contra-relógio, depois de ter visto negado pelo Banco Central Europeu (BCE) o prolongamento do prazo para implementar a recapitalização no valor de cinco mil milhões de euros, tendo até ao final do ano para o fazer. Assim, a especulação de que terá de ser intervencionado publicamente disparou. Os próximos dias deverão ser determinantes para a instituição italiana. 

O Unicredit já tinha vindo a concretizar algumas operações que constam do plano de recapitalização apresentado esta terça-feira, 13 de Dezembro, como é o caso da venda da participação de mais de 30% no polaco Pekao, por cerca de dois mil milhões de euros, e a alienação da gestora de activos Pioneer por quase quatro mil milhões. 




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