Tecnologias Plataforma de compras públicas Gatewit foi suspensa

Plataforma de compras públicas Gatewit foi suspensa

Plataforma não cumpria a lei, fazendo cobrança indevida de serviços aos operadores económicas. Apesar dos avisos, a Gatewit não alterou os procedimentos e agora foi suspensa.
Plataforma de compras públicas Gatewit foi suspensa
Konstantinos Tsakalidis/Bloomberg
Celso Filipe 12 de dezembro de 2016 às 20:17

A Gatewit, plataforma electrónica de contratação pública, foi suspensa pelo Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção (IMPIC) por "incumprimento grave e reiterado" da lei que regula a actividade desta plataforma.

O IMPIC e o Gabinete Nacional de Segurança (GNS) explicam, em comunicado divulgado esta segunda-feira, 11 de Dezembro, que o incumprimento da lei se traduzia na "cobrança indevida de serviços aos operadores económicos que, por lei, são gratuitos". A plataforma de compras públicas Gatewit era gerida pela empresa Construlink – Tecnologias de Informação.

As duas entidades afirmam que após uma primeira auditoria realizada à Gatewitt, em Março de 2016, a Construlink foi notificada para proceder à regularização das "desconformidades detectadas", o que não se verificou até à realização de uma segunda auditoria, efectuada em Outubro de 2016.

"Considerando que no decurso da segunda auditoria realizada àquela plataforma, a sua entidade gestora comunicou não ter dado cumprimento de forma intencional, livre e voluntária a várias acções correctivas", o IMPIC e o GNS decidiram a "cessação da actividade da mesma plataforma, em Portugal, por tempo indeterminado".


O IMPIC é a entidade pública licenciadora, de monitorização e fiscalizadora das plataformas electrónicas de contratação pública, enquanto o GNS é responsável pela sua credenciação. O instituto garante que "irá prestar a todas as entidades adjudicantes e aos operadores económicos utilizadores da plataforma 'compras públicas - Gatewit, o apoio técnico e os esclarecimentos necessários para assegurar que os procedimentos em curso na referida plataforma tenham continuidade noutra".




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comentários mais recentes
Anónimo 02.02.2017

Era uma vergonha e continua a ser nas restantes plataformas eletrónicas, relembro que quando foi criado o CCP em 2008 era para ser gratuito o acesso e com mais transparência, nada disto é real.
Vejam aquém pertencem estas entidades e depois façam uma análise.

Anónimo 30.12.2016

Será assim tão simples? De onde vem a facturação das outras plataformas?
Esta "estratégia suicida" num mercado regulado com meia dúzia de empresas não é estranha? Não se deixem manipular...
Quem mais tem a ganhar com isto? Serão os fornecedores?

Anabela Silva 27.12.2016

Finalmente está fora do mercado..... A decisão só peca por tardia!!

Guedes 14.12.2016

Quem legislou? Quem permitiu? Quem nos f*deu tanto e tanto e tanto dinheiro, já para não falar de ansiedade? Que cães se passeiam pela cidade?

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