PME PME portuguesas pouco preocupadas com o cibercrime
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PME portuguesas pouco preocupadas com o cibercrime

 Uma em cada três pequenas e médias empresas portuguesas não considera o cibercrime como uma ameaça.
PME portuguesas pouco preocupadas com o cibercrime
Kiyoshi Ota/Bloomberg
Negócios 08 de Novembro de 2016 às 00:01

As pequenas e médias empresas portuguesas são as que menos se preocupam com as ameaças online, de acordo com o estudo Zurich PME: Riscos e Oportunidades, realizado em oito países.

 

Os números revelam que 18,5% dos empresários portugueses não pensa no cibercrime como uma ameaça, um valor superior aos 10% registados no ano anterior. Na mesma amostra, 16% vêem a sua empresa como demasiado insignificante para os cibercriminosos, registando assim uma descida dos 23% apontados em 2015.

 

O estudo aponta para o roubo de dados de clientes como a maior preocupação dos empresários dos oitos países. Irlanda (41%) e Espanha (33%) são os países que mais se preocupam nesta dimensão. A percentagem de empresários portugueses fica-se pelos 12%, o valor mais baixo entre os inquiridos.

 

As maiores preocupações dos empresários portugueses residem no roubo de dinheiro ou poupanças (16%), danos na reputação (14%) e roubo de dados de clientes (12%).

 

Artur Lucas, director de Marketing e Comunicação da Zurich Portugal, afirma que no país ainda se dá pouca atenção ao peso da tecnologia nas empresas e na vida em sociedade. "Numa semana em que Portugal recebe um dos maiores eventos de tecnologia do Mundo, diria que se deve encarar estas circunstâncias como um incentivo para estarmos todos cada vez mais atentos às oportunidades e, em simultâneo, às ameaças que este fenómeno implica", acrescenta.

 

O estudo Zurich PME: Riscos e Oportunidades envolveu inquéritos entre pequenas e médias empresas de Portugal, Áustria, Alemanha, Irlanda, Itália, Espanha, Suíça e Turquia. Os inquéritos foram feitos por telefone a cargos como proprietários, directores-gerais, directores financeiros e responsáveis de operações.

 

A amostra nacional contou com um universo de 200 empresas.




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