Banca & Finanças Popular deverá fechar 2016 com prejuízos de 2,7 mil milhões  

Popular deverá fechar 2016 com prejuízos de 2,7 mil milhões  

O banco espanhol vai reforçar os níveis de provisão para limpar o balanço, que tem sido penalizado sobretudo pelos activos imobiliários.
Popular deverá fechar 2016 com prejuízos de 2,7 mil milhões  
Ángel Ron vai deixar o Popular no próximo ano
Reuters
Nuno Carregueiro 15 de Dezembro de 2016 às 09:06

O Banco Popular deverá fechar o actual exercício com um resultado líquido negativo de 2,7 mil milhões de euros, um valor que se situa bem acima dos 2 mil milhões de euros que projectou quando avançou com um aumento de capital.

 

A notícia está a ser avançada hoje pelo jornal espanhol Cinco Dias, que dá conta que este agravamento se deve ao facto de a gestão da instituição financeira ter decidido reforçar o nível de provisões nos activos imobiliários de 36% para 50%.

 

Apesar deste agravamento dos prejuízos e ao contrário do que estimam vários analistas, o Popular não vê necessidade de efectuar novo aumento de capital. Os 2,5 mil milhões de euros angariados em Junho serão absorvidos pelos prejuízos do ano.

 

Em reacção a esta notícia, os analistas do Haitong referem que tem impacto negativo, mas assinalam que o consenso do mercado já apontava para prejuízos de 2,5 mil milhões de euros.

 

De acordo com o mesmo jornal, o Popular vai convocar uma assembleia geral para Fevereiro de modo a nomear o novo CEO do banco, Emilio Saracho, que vai substituir Ángel Ron.

 

O Cinco Dias noticia também que voltou a aumentar a tensão no Conselho de Administração do Popular, com os administradores próximos do actual CEO a distanciarem-se dos gestores que representam os maiores accionistas da instituição, como o mexicano Antonio del valle.

   

Ángel Ron, que está à frente do Popular desde 2004, será substituído por Emilio Saracho, que até agora era o vice-presidente do JP Morgan Chase. Com 61 anos, este gestor tem estado nos últimos 20 anos em Londres numa carreira na banca de investimento. Já passou pelo Santander e Goldman Sachs. Trabalha na JP Morgan desde 1998.  

 
O processo de reestruturação implementado pelo Popular também teve impacto em Portugal, com o banco a rescindir com 295 trabalhadores e a encerrar 47 balcões.

As acções do Popular sobem 1,09% para 1,023 euros.




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mais votado Anónimo Há 4 dias


O BURACO ANUAL DA CGA CUSTA MAIS DO QUE O RESGATE DE UM BANCO


PS - PCP - BE - e seus apoiantes - ROUBAM OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO

400 milhões de Euros para aumentar as pensões baixas, são migalhas em comparação com...

os mais de 4600 milhões de euros que o Estado vai injetar, em 2017 (e injeta todos anos) através de transferências diretas do Orçamento do Estado (ou seja, com dinheiro pago em impostos pelos restantes portugueses) para assegurar o financiamento do buraco anual das pensões dos FP-CGA.

comentários mais recentes
Tens um buraco é na cabeça Há 4 dias

Foste encornado por um FP? Aposto que quando vais ao hospital pias fininho.

Anónimo Há 4 dias


O BURACO ANUAL DA CGA CUSTA MAIS DO QUE O RESGATE DE UM BANCO


PS - PCP - BE - e seus apoiantes - ROUBAM OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO

400 milhões de Euros para aumentar as pensões baixas, são migalhas em comparação com...

os mais de 4600 milhões de euros que o Estado vai injetar, em 2017 (e injeta todos anos) através de transferências diretas do Orçamento do Estado (ou seja, com dinheiro pago em impostos pelos restantes portugueses) para assegurar o financiamento do buraco anual das pensões dos FP-CGA.

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