Imobiliário Por dentro da mansão de férias da família mais rica do mundo

Por dentro da mansão de férias da família mais rica do mundo

A Villa Astor, construída no cima de uma arriba em Sorrento, Itália, abriu finalmente as portas.
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Bloomberg 12 de junho de 2017 às 15:00

Quando William Waldorf Astor comprou uma casa de férias nas falésias de Sorrento, em 1905, era uma das pessoas mais ricas do planeta. O seu bisavô tinha feito fortuna transformando uma empresa de peles num império imobiliário e as seguintes gerações Astor tinham conseguido expandir o seu portfólio para jornais, importações/exportações e incorporações imobiliárias, entre as quais o Waldorf Astoria Hotel em Nova Iorque.

 

A aquisição da propriedade em Itália por Astor por 110.210 liras não acabou com os seus recursos. Na altura, também possuía a Cliveden House, uma enorme mansão palladiana em Buckinghamshire, Inglaterra, adquirida por 1,25 milhões de dólares; a 18 Carlton House Terrace, uma mansão de 6.200 metros quadrados com vista para o St. James Park, em Londres; e o Hever Castle, em Kent, que foi originalmente construído para a família de Ana Bolena.

 

Astor teria investido 10 milhões de libras - o que representa cerca de 110 milhões de dólares hoje - na reforma.

 

A casa em Sorrento, apesar de não ser tão grandiosa quanto os outros palácios de Astor, tornou-se uma espécie de projecto de estimação. Após reformar a casa entre 1905 e 1908, Astor começou a comprar lotes de terra dos arredores para cultivar um exuberante jardim botânico. Também construiu uma recriação de uma mansão pompeiana nos limites do terreno, que foi posteriormente preenchida com antiguidades de valores inestimáveis.

 

Astor morreu em 1919 numa época em que o Governo italiano – que naquela altura não era propriamente um exemplo de defesa da preservação – declarou que as antiguidades e os jardins eram uma parcela tão importante do património do país que tinham de permanecer intocados.

 

Após passar da família Astor para o Governo italiano, a casa foi adquirida pelo magnata da navegação Mario Pane e pela sua esposa Rita nos anos 1970. Estes mantiveram-na por mais de três décadas, tendo vendido a propriedade em 2012.

 

O novo dono da propriedade contratou o designer de interior Jacques Garcia para restaurar e actualizar a mansão; após um esforço de vários anos, comemoraram os interiores renovados com o livro Villa Astor: Paradise Restored on the Amalfi Coast.

 

Quando Astor comprou a mansão de 16 quartos, em 1905, esta era propriedade de um nobre italiano. Logo depois, Astor adquiriu um mosteiro e uma igreja medieval localizados ao lado e derrubou-os. Acrescentou piso de madeira e tectos pintados à mão e mandou fazer uma piscina e vários hectares de jardins. Astor construiu ainda uma sala de jantar toda envidraçada para que os seus convidados tivessem uma visão aberta de Nápoles e da ilha de Ischia.

 

A sua adição final à propriedade foi a mansão "pompeana", decorada com colunas jónicas e afrescos neoclássicos do artista romano Mario Spinetti (1848-1925). Astor, que naquela altura tinha rebaptizado a mansão de Villa Astor, chamou à construção falsamente pompeana de "Villa Florus" e recheou-a de artefactos que tinham sido retirados das escavações de Pompeia.

 

Agora, com a intervenção de Garcia, um designer de interiores de Paris que também trabalhou nos interiores de Versailles, a casa foi trazida de volta àquilo que Lord Astor of Hever, bisneto de William Waldorf Astor, disse na introdução do livro ser "o sonho realizado de [William Waldorf] durante a parte final de sua vida, quando deu rédea livre à imaginação".

 

Título original em inglês: Inside a Vacation Home for the Richest Family in the World




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