Transportes Porto de Lisboa com mais 26% de receita em semestre sem greves

Porto de Lisboa com mais 26% de receita em semestre sem greves

As rendas pagas pelas concessionárias às administrações portuárias aumentaram 8% nos primeiros seis meses do ano para 38 milhões de euros. Sem greves, o porto da capital foi determinante para a subida.
Porto de Lisboa com mais 26% de receita em semestre sem greves
Pedro Elias/Negócios
Maria João Babo 27 de outubro de 2017 às 16:41

As receitas das administrações portuárias com os terminais concessionados registaram no primeiro semestre deste ano um acréscimo de cerca de 8% face ao período homólogo de 2016, para um valor próximo dos 38 milhões de euros, o que representa 54% do total orçamentado para o ano de 2017.

De acordo com o boletim das concessões relativo ao segundo trimestre, divulgado pela Unidade Técnica de Acompanhamento de Projectos (UTAP), para este acréscimo das receitas "foi determinante o aumento de 26% da receita relativa à Administração Portuária de Lisboa", em resultado de "não terem sido realizadas e/ou anunciadas greves por parte dos trabalhadores portuários deste porto".

Sem paralisações na primeira metade do ano, ao contrário do que aconteceu no mesmo período de 2016, Lisboa registou um "acréscimo das quantidades movimentadas de cerca de 17%".

De acordo com a UTAP, até Junho registou-se um aumento de cerca de 5% do movimento de mercadorias nos terminais portuários concessionados, em termos homólogos, uma evolução em linha com a registada ao nível das receitas auferidas pelas administrações portuárias.

Até Junho, as rendas pagas à administração do Porto de Sines aumentaram 16% e em Aveiro o acréscimo foi de 2%.

Pelo contrário, as receitas da administração dos portos do Douro e Leixões relativas aos terminais concessionados caíram 3% e em Setúbal o recuo foi de 4%.

Relativamente aos processos de renegociação de contratos de concessão portuários, a UTAP refere no boletim trimestral que no caso de Leixões houve já um compromisso de a concessionária praticar até ao final do período da concessão um desconto comercial médio de 20% a aplicar sobre o tarifário máximo e de "realizar, a suas expensas, um conjunto de investimentos adicionais, no montante total de 43,4 milhões de euros, destinados a incrementar a capacidade da operação portuária do terminal".

Aquela unidade técnica sublinha ainda que no final de Abril passado, depois de ter concluído os dois processos de renegociação relativos ao porto de Leixões (TCGL e TCL), a comissão de negociação iniciou os trabalhos de renegociação da concessão de serviço público do terminal de Alcântara.




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