Media Portugal acima da média da UE nos conteúdos desportivos online pagos

Portugal acima da média da UE nos conteúdos desportivos online pagos

Apenas um quarto dos utilizadores de internet em Portugal pagou por um serviço online em 2016. O único conteúdo pago com penetração acima da média da União Europeia são os eventos desportivos.
Portugal acima da média da UE nos conteúdos desportivos online pagos
Bloomberg
Sara Ribeiro 16 de fevereiro de 2017 às 10:49

Os portugueses usam, cada vez mais, os serviços de chamadas e mensagens instantâneas, como o WhatsApp ou Messenger. No ano passado, 39% dos utilizadores de internet portugueses efectuaram chamadas de voz ou vídeo através destas plataformas, um número que está em linha com a média da União Europeia e que representa uma subida de 2% face a 2015, de acordo com o relatório sobre serviços over-the-top (OTT) divulgado esta quinta-feira pela Anacom.

 

Já no consumo de séries e filmes não linear, através de serviços de streaming como o Netflix, FloxPlay e Nplay (da operadora Nos), os portugueses não seguem o mesmo ritmo dos congéneres europeus.

 

A baixa penetração destes serviços streaming, que requerem o pagamento de uma mensalidade, explica-se pela pouca disponibilidade dos portugueses em pagar por conteúdos online.

Segundo o relatório divulgado pelo regulador das comunicações "os dois principais critérios para a escolha do tipo de serviço utilizado no acesso a conteúdos de música e filmes/séries online pelos utilizadores portugueses foram o acesso "gratuito" (85% e 78%, respectivamente) e a "inexistência de anúncios" – 56 e 53%, respectivamente". O critério do acesso gratuito foi referido com maior frequência pelos portugueses em comparação aos restantes consumidores europeus inquiridos.

 

Aliás, Portugal ocupa o 1º lugar do ranking na utilização exclusivamente gratuita de música online (86%) e a 2ª posição no acesso gratuito a vídeos online (75%), jornais e revistas (75%) e filmes e series (66%).

 

E segundo o mesmo estudo, apenas um quarto dos utilizadores de internet portugueses afirmou ter pago por algum serviço utilizando na internet, menos 8 pontos percentuais que a média da UE.

 

A única excepção neste campo está relacionada com o desporto. O único conteúdo pago em que a Penetração em Portugal se encontra acima da média são os eventos desportivos.

 

A provar está a baixa adesão pelos portugueses a serviços de streaming pagos. Tendo em conta o universo de utilizadores de internet cerca de 9% referiram que "visualizam conteúdos de vídeo a partir de serviços "on demand", como o Netflix, que requer o pagamento de uma mensalidade. O que coloca Portugal 12 pontos percentuais abaixo da média da UE.

 

Alargando ao total de indivíduos inquiridos, com idades compreendidas entre os 16 aos 74 anos, a posição de Portugal não melhora, situando-se em 22º lugar com uma penetração de 6%, segundo o mesmo relatório disponibilizado pelo regulador do sector de comunicações.

 

Já de acordo com o Barómetro de Telecomunicações da Marktest, relativo ao terceiro trimestre de 2016, a percentagem de inquiridos com 10 ou mais anos que afirmaram subscrever ao Netflix, que chegou a Portugal em Outubro de 2015, era de 2%.

 

Apesar da baixa penetração, a plataforma norte-americana lidera o segmento em Portugal. A penetração dos restantes serviços existentes em território nacional era inferior a 1%.

Entre os subscritores do Netflix, a maioria acede através do telemóvel ou tablet. Enquanto três em quatro utilizadores assistem aos filmes e séries através de aplicações móveis, 31% acede através da box do prestador de televisão paga. Em Portugal, foi a Vodafone que ficou com a distribuição exclusiva do Netflix directamente através da box.

 


A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo 17.02.2017

A explicação cara autora, prende-se com o facto de que se os custos destes serviços forem comparados tendo por base paridade do poder de compra os mesmos são exorbitantes para o que oferecem... Já agora gostava de ver os números da subscrição de serviços desportivos em lares apenas... sem eureca

pub