Transportes Portugal e Brasil querem construir carro eléctrico

Portugal e Brasil querem construir carro eléctrico

O primeiro-ministro considerou que a experiência do KC-390 (o avião da Embraer parcialmente produzido em Portugal "é exemplar", e que já está a ser replicado num "novo projecto muito ambicioso": a construção de um carro movido exclusivamente a electricidade.
Portugal e Brasil querem construir carro eléctrico
bloomberg
Lusa 01 de Novembro de 2016 às 22:37
O primeiro-ministro, António Costa, considerou esta terça-feira, 1 de Novembro, que Portugal e o Brasil estão "num novo patamar de relacionamento" e destacou um "novo projecto muito ambicioso" sobre a construção de um carro eléctrico.

António Costa falava no final da XII Cimeira Luso-Brasileira, tendo ao seu lado o Presidente do Brasil, Michel Temer, no Palácio do Planalto, em Brasília. Ambos os presidentes fizeram declarações aos jornalistas, após as quais não houve direito a perguntas.

Antes destas declarações, foram assinados acordos bilaterais, um dos quais sobre mobilidade eléctrica, entre a Fundação Parque Tecnológico Itaipu, do Brasil, e o Centro de Excelência e Inovação para a Indústria Automóvel (CEIIA), de Portugal.

O primeiro-ministro português começou por agradecer ao Presidente Michel Temer por "ter feito questão de logo no início deste seu mandato reestabelecer as reuniões bilaterais entre Portugal e o Brasil, que não tinham lugar há mais de três anos".

"É muito importante que, para além de toda a história que já construímos em conjunto, nos concentremos no muito que ainda podemos fazer nos próximos anos. E hoje o patamar das relações entre Portugal e o Brasil já é muito diferente daquele que era há uns anos", acrescentou.

António Costa salientou a evolução das relações económicas e comerciais entre os dois países: "Hoje já não falamos só de importação e exportação de petróleo, de carne, de vinho ou de azeite. Hoje podemos falar na cooperação técnica e científica ao mais alto nível".

O primeiro-ministro considerou que "a experiência do [avião da Embraer] KC-390 é exemplar", por ser um projeto desenvolvido "em conjunto, mobilizando o melhor da engenharia brasileira e portuguesa", com a produção feita parcialmente em Portugal, na fábrica de Évora, e parcialmente no Brasil.

"É um projecto que já está a ser replicado agora num novo projecto muito ambicioso, que foi aliás objecto de dois acordos aqui hoje assinados, que tem a ver construção de um carro movido exclusivamente a electricidade", adiantou António Costa, concluindo: "Estamos por isso hoje num novo patamar de relacionamento, assente no conhecimento, na ciência e na tecnologia e na inovação".

No final da sua declaração, António Costa afirmou que os governos português e brasileiro estão "prontos a dar continuidade a estas cimeiras bilaterais, a próxima em Portugal, e a trabalhar em conjunto, quer na base bilateral, quer junto de terceiros países, quer no Mercosul e na União Europeia".

"Assim como trabalhámos com tanto sucesso em conjunto na eleição de António Guterres para secretário-geral das Nações Unidas", referiu, antes de brincar com a rivalidade futebolística dos dois países: "A única dificuldade que temos há de ser na próxima Copa do Mundo, mas até lá ainda temos algum tempo entre nós para podermos então chegar a esse momento".



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mais votado Teresa Cruz Há 1 semana

ehehehheehehheheheheh. Façam lá as contas para ver quanto é que vou pagar!

comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

O Socrates e a dupla Lula/Dilma também quiseram um gigante das telecomunicações.
Assim, o Socrates deu a PT à já falida Oi que rapidamente tratou de vende-la à Altice!
Resultado: Brasil = tudo, Portugal = nada, Socrates = luvas
Adivinhem o que vai mudar nesta parceria!

Hugo Silva Há 1 semana

O país que oferece 2000€ de incentivo para um carro elétrico de 40000€ quer construir?

Moreno Moreno Há 1 semana

Mais uma vigarice.

João da Bernarda Há 1 semana

Acho muito bem pois penso que estrategicamente o Brasil será sempre o nosso melhor aliado se tudo correr menos bem. Com 250milhões o Brasil será sempre um bom futuro. Mesmo se sairmos do euro o real seria sempre melhor que o escudo. A questão que se põe com projetos destes prende-se sempre com a seriedade dos seus promotores para que não aconteçam "coisas" á-lá Magalhães...!?

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