Turismo & Lazer Portugal entra no top 10 mundial do turismo de negócios

Portugal entra no top 10 mundial do turismo de negócios

Em 2016, o país ascendeu dois lugares no ranking de congressos e convenções, com Lisboa a manter a posição e o Porto a registar a maior subida mundial. Conheça os melhores destinos para eventos e as sete cidades portuguesas mais bem classificadas.
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Porto foi a cidade que mais cresceu entre as que integram os 50 primeiros lugares da lista. Já está entre os 20 destinos mais procurados na Europa para turismo de negócios.
António Larguesa 08 de maio de 2017 às 15:39

Portugal entrou no top 10 do ranking mundial dos destinos mais procurados para a realização de congressos, conferências e eventos internacionais. Na listagem anual elaborada pela Associação Internacional de Congressos e Convenções (ICCA na sigla inglesa), liderada pelos Estados Unidos, a ascensão portuguesa surge em destaque por ter contribuído para a única novidade nos dez primeiros lugares em 2016.

 

Esta subida da 12.ª para a 10.ª posição, que ocupa "ex aequo" com o Canadá, coloca Portugal à frente de destinos como a Áustria, Coreia do Sul, Suécia, Brasil ou Austrália no que toca a turismo de negócios. Dois em cada três (73%) encontros internacionais realizados no país tiveram lugar em Lisboa ou no Porto, com ambos a superarem concorrentes como Munique, São Paulo, Nova Iorque ou Milão. Paris roubou o primeiro posto a Berlim.

 

A capital manteve o 9.º lugar e continua a ser a cidade portuguesa mais bem posicionada, dominando quase metade (48%) do total destes eventos em solo nacional. No entanto, foi a Invicta que registou a maior subida nas 50 localizações preferidas a nível mundial, ao escalar 11 lugares até à 31.ª posição. Cascais, Coimbra, Guimarães, Braga e Aveiro são outras cidades presentes no ranking de 2016, que apenas referencia as cidades que acolheram mais de cinco eventos no ano passado.

 

Apesar de cobrir apenas uma fatia do mercado, este relatório estatístico da ICCA serve como referência para toda a indústria dos eventos, devido à falta de dados globais nos outros segmentos. Ou seja, os 287 contabilizados em Portugal, tal como sucede nos outros países, só se referem a encontros organizados por associações, realizados numa base regular, com um mínimo de 50 delegados e que já tenham passado rotativamente por, pelo menos, três países. Foi o caso da assembleia-geral anual da Rede Internacional de Capitais de Grandes Vinhedos ("Great Wine Capitals Global Network"), que em Novembro passou pelo Porto.

 
Investir para combater sazonalidade

Com uma presença cada vez mais forte como destinos MICE ("meetings, incentives, conferences e exhibitions"), que permitem combater algum efeito de sazonalidade – a maioria destes eventos acontecem entre Outubro e Março –, as duas maiores cidades portuguesas estão a procurar reforçar as condições de atractividade também em termos de infra-estruturas.

 

Como o Negócios noticiou em Abril, Lisboa quer avançar com um novo centro de congressos, depois de ter caído o projecto que estava previsto para a expansão do Pavilhão Carlos Lopes. A Norte, como sublinhou a directora da promoção externa da ATP – Associação de Turismo do Porto, Sandra Lorenz, o Palácio de Cristal vai ser transformado em recinto para eventos, além de estar a aumentar a capacidade hoteleira, o que corresponde a mais alojamento e salas de reuniões.




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comentários mais recentes
Ku do comuna 09.05.2017

essa do costa comer os figos e o passos arrebentam os beiços é famosa, obvio que o merito é da economia e dos empresarios...o costa já carrega com 35 % o alojamento local, tributa tudo o que mexe

Anónimo 08.05.2017

tudo obra de passos COELHO E MARIA JOÃO LUIS!

OU SERÁ QUE ME ENGANEI?
É QUE ELES TUDO O QUE ACONTECE DE BOM, FORAM ELES QUE FIZERAM, O QUE ACONTECE DE MAU, FOI O COSTA!

Anónimo 08.05.2017

Uau..É impressionante como um País tão pequeno consegue ascender ao TOP 10 mundial, isto são excelentes notícias para nós todos, e só alguém a soldo é que poderá ver estes factos como sendo prejudiciais a Portugal. Parabéns Portugal, estamos efectivamente no caminho da retoma económica.

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