Empresas Portugal retoma ritmo de crescimento "moderado" na criação de empresas

Portugal retoma ritmo de crescimento "moderado" na criação de empresas

Depois de 2016 ter interrompido um ciclo consecutivo de três anos de subidas na criação de novas empresas, os primeiros quatro meses deste ano dão sinais de retoma na constituição de firmas e outras organizações. As insolvências e encerramentos continuam a descer.
Portugal retoma ritmo de crescimento "moderado" na criação de empresas
Paulo Duarte
Paulo Zacarias Gomes 09 de maio de 2017 às 12:51

O número de novas empresas que nasceram nos primeiros quatro meses do ano aumentou 3,3% em relação ao primeiro quadrimestre de 2016, enquanto o número de firmas que encerraram recuou 2,5% em termos anuais.


Os dados constam do Barómetro Informa D&B, conhecido esta terça-feira, 9 de Maio, e dão conta do registo de 14.771 novas empresas e do encerramento de 4.668 firmas no mesmo período. O número de insolvências caiu 26,5% em relação ao período Janeiro-Abril do ano passado, tendo-se iniciado 944 processos.

De acordo com a organização responsável pelo barómetro, a tendência aponta para que os primeiros quatro meses do ano tenham devolvido uma trajectória de crescimento – embora moderado – à criação de empresas e outras organizações no país, depois de em 2016 se ter interrompido o ciclo de três anos consecutivos de subida no número de empresas criadas.

O sector dos serviços foi o que registou mais encerramentos e surgimentos de novas empresas, tendo o imobiliário e a agricultura/pecuária apresentado o maior rácio de encerramentos por nascimentos. Os sectores do retalho, indústrias transformadoras e grossista protagonizaram descidas "significativas" no número de novas empresas.

Lisboa, Faro e Setúbal foram os distritos onde o ritmo de crescimento de novas empresas foi mais elevado, enquanto o Porto teve uma dinâmica negativa, com menos 47 empresas (ou 1,8%) criadas naquele período.

"A percentagem de empresas que pagam dentro dos prazos acordados melhorou ligeiramente nos últimos meses, mas mantém-se em valores ainda reduzidos (18,3%); o atraso médio de pagamento manteve-se nos 27 dias, valor registado nos últimos 5 meses," lê-se ainda no relatório.




A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Então o Diabo perdeu-se? 09.05.2017

Carrega PS ahahahahhahahahahahhaha

pub