Telecomunicações Portugal Telecom IF suspende pagamentos na Holanda

Portugal Telecom IF suspende pagamentos na Holanda

A decisão de suspensão de pagamentos por parte da subsidiária da Oi visa dar sequência, no mercado holandês, ao plano de recuperação judicial da operadora no Brasil.
Portugal Telecom IF suspende pagamentos na Holanda
Nacho Doce/Reuters
Paulo Zacarias Gomes 04 de Outubro de 2016 às 12:48

A Portugal Telecom International Finance, uma das subsidiárias da Oi – a telefónica brasileira que está em recuperação judicial -, suspendeu os pagamentos a credores na Holanda depois de uma decisão concedida nesse sentido por um tribunal de Amesterdão.

O facto é avançado em comunicado enviado esta segunda-feira, 3 de Outubro, pela Pharol, maior accionista da Oi, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que justifica o início do processo como forma de compatibilizar a actividade na Holanda com a recuperação judicial em curso no Brasil.

"O procedimento de suspension of payments concedido (provisoriamente) garante à PTIF a suspensão de actos de execução de credores na Holanda para permitir que a PTIF reestruture suas dívidas, com o objectivo final de satisfazer seus credores", justifica o documento.

J.L.M. Groenewegen foi nomeado administrador para supervisionar o procedimento em cooperação com a administração da PTIF. A companhia acrescenta que os documentos respeitantes a esta suspensão de pagamentos estão a ser traduzidos para português e inglês e serão transmitidos aos accionistas "assim que possível."

A Oi avançou para um processo de recuperação judicial em Junho passado, uma medida com a qual pretendeu evitar a falência da companhia, a braços com elevado endividamento.

No início de Setembro, a telefónica apresentou um plano de reestruturação que passa pela venda de participações em África e na Ásia, além da reestruturação da dívida (parte dos créditos poderá ser convertida em acções dando até 85% do capital aos credores ou pagando-se a dívida de forma faseada com um período de carência de 11 anos) e pela reorganização societária.




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mais votado Anónimo 04.10.2016


FP . CGA – 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES DO PRIVADO

400 milhões de Euros para aumentar as pensões mínimas, são migalhas em comparação com...

os mais de 4600 milhões de euros que o Estado injetou, em 2015 (e injeta todos anos) através de transferências diretas do Orçamento do Estado (ou seja, com dinheiro pago em impostos pelos restantes portugueses) para assegurar o financiamento do buraco anual das pensões da CGA.

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Anónimo 04.10.2016


FP . CGA – 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES DO PRIVADO

400 milhões de Euros para aumentar as pensões mínimas, são migalhas em comparação com...

os mais de 4600 milhões de euros que o Estado injetou, em 2015 (e injeta todos anos) através de transferências diretas do Orçamento do Estado (ou seja, com dinheiro pago em impostos pelos restantes portugueses) para assegurar o financiamento do buraco anual das pensões da CGA.

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