Start-ups Portuguesa Feedzai fecha ronda de investimento de série C no valor de 50 milhões

Portuguesa Feedzai fecha ronda de investimento de série C no valor de 50 milhões

A empresa liderada por Nuno Sebastião, e que opera no combate à fraude, fechou uma ronda de investimento de série C no valor de 50 milhões de dólares. Um dos investidores foi o fundo Sapphire Ventures.
Portuguesa Feedzai fecha ronda de investimento de série C no valor de 50 milhões
Sara Matos
Ana Laranjeiro 17 de outubro de 2017 às 13:41

A start-up portuguesa Feedzai, que opera no combate à fraude nos pagamentos usando para isso inteligência artificial, fechou uma nova ronda de financiamento. Obteve 50 milhões de dólares (mais de 42 milhões de euros no câmbio actual) numa ronda de financiamento de série C. Um dos investidores, refere o comunicado, foi o fundo Sapphire Ventures, que já anteriormente tinha investido na start-up liderada por Nuno Sebastião. O outro financiador optou pelo anonimato.

"Com esta ronda de financiamento, o capital de risco total levantado pela Feedzai passa para 82 milhões de dólares, por parte de nove investidores de relevo, que incluem a Oak HC/FT, Capital One Growth Ventures, Citi Ventures, entre outros", pode ler-se no comunicado enviado às redacções.

Nuno Sebastião, CEO e co-fundador da start-up que nasceu em Coimbra, refere, no documento, que a empresa fez "grandes progressos na nossa visão ao longo do último ano e esta nova ronda de financiamento vai ajudar-nos a acelerar o nosso crescimento enquanto continuamos a investir nos melhores profissionais e na mais avançada tecnologia de data science e machine learning, para tornar a banca e o comércio seguro em todo o mundo".

No ano passado, de acordo com a informação divulgada pela Feedzai em Março do ano passado, a start-up realizou vendas no valor de 35 milhões de dólares e os contratos fechados pela companhia superaram a barreira dos 130 milhões de dólares.

Ao Negócios, na altura, Nuno Sebastião disse que "nos últimos anos a Feedzai tem tido como objectivo principal o crescimento e expansão em mercados chave mas sempre de uma forma responsável". "Devido a esta abordagem, a Feedzai conseguiu atingir os seus objectivos de crescimento e apresentar lucros em 2015 e 2016, embora este não seja um objectivo principal", acrescentou na altura.

De Coimbra para o mundo


Em 2015, Nuno Sebastião contava ao Negócios que ele e os seus dois co-fundadores conheciam-se há mais de uma década.
 Os percursos de cada um nem sempre estiveram interligados. Mas o contacto manteve-se e acabou por estar na origem da criação da Feedzai. 
Cada um seguiu o seu percurso.

Nuno Sebastião chegou a formar uma empresa na Alemanha com outro empreendedor português, que foi vendida a uma companhia portuguesa. Em 2009, o actual CEO da Feedzai estava na Agência Espacial Europeia, na Alemanha, mas tinha vontade de sair. Falou com os dois amigos e apresentou-lhes uma proposta: se conseguissem angariar financiamento, "vamos pegar na vossa tecnologia e levar isso a um produto". "Era uma tecnologia que o Pedro Bizarro tinha desenvolvido no doutoramento. Fizemos isso. Começámos com financiamento do QREN", explicou.

 

Desde então muita coisa mudou. Em 2015, levantaram uma ronda de financiamento de 17,5 milhões de dólares e no ano passado voltaram a obter financiamento da Citi Ventures "teve como principal objectivo suportar a expansão das ofertas da empresa de Inteligência Artificial em novas geografias, nomeadamente na Ásia-Pacífico".

Tanto no ano passado, como em 2017, a Feedzai integrou a lista da Tech Tour Growth 50, ranking que destaca as empresas de maior potencial e crescimento na Europa.


Na altura, Nuno Sebastião dizia ao Negócios que estar nesta lista pelo segundo ano era "o reconhecimento do trabalho que a equipa tem vindo a concretizar ao longo dos anos, e é também a prova que a grande tecnologia pode transcender fronteiras geográficas".


"A Feedzai é, com orgulho, uma empresa portuguesa que conta com grandes clientes em todos os continentes, entre eles alguns dos maiores bancos em todo o mundo. Acreditamos que estamos no caminho certo e que os próximos anos serão de crescimento e sucesso contínuo".

 




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