Automóvel Portugueses admitem ser "infiéis" nos carros

Portugueses admitem ser "infiéis" nos carros

Um inquérito da Cetelem desvenda os motivos que levam os condutores nacionais a trocar de marca e deixa algumas pistas para as empresas do sector evitarem que os clientes entrem no automóvel de outra construtora.
Portugueses admitem ser "infiéis" nos carros
Bruno Simão/Negócios
António Larguesa 25 de janeiro de 2018 às 16:56

A maioria (79%) dos portugueses opta por mudar de marca quando troca de automóvel, justificando essa decisão sobretudo pelo aparecimento de uma "oferta mais interessante" por parte de um concorrente e pelo surgimento de um novo modelo.

 

A insatisfação com o carro antigo, a vontade de mudar por uma questão de curiosidade e a alteração da situação financeira pessoal são, por esta ordem, os outros motivos invocados pelos portugueses para justificar esta "infidelidade" nos automóveis. Isto apesar de, no plano teórico, 90% dos inquiridos até se definirem como fiéis a uma marca. Aliás, em 15 países analisados, só os chineses apresentam uma taxa superior (98%).

 

Estes dados fazem parte do mais recente Observador Cetelem, que em Agosto e Setembro de 2017 inquiriu mais de 1.600 proprietários de automóveis em 15 mercados, incluindo Portugal. O perfil traçado do consumidor nacional que é efectivamente "fiel praticante" aponta para um homem ou mulher – não há predominância de género – de classe média, com idade entre os 30 e 49 anos.

 


Os utilizadores de carros usados "geram uma fidelização sensivelmente menos elevada", nota ainda este estudo, realizado pela empresa do grupo BPN Paribas especializada em finanças pessoais, que evidencia outras indicações que podem ser úteis para os departamentos de marketing das construtoras automóveis afinarem estratégias de retenção de clientes.

 

Para o condutor português, a decisão de se manter na mesma marca aquando da troca de viatura é influenciada por factores como a satisfação com o modelo anterior (67%), a confiança na marca (47%) e a existência de uma oferta comercial interessante (25%). A relação com o "stand" ou concessionário (13%), em particular a avaliação que faz aos serviços pós-venda, é outro elemento relevante para evitar que o cliente "pule a cerca" e entre num automóvel de outra marca. A última explicação para a fidelidade, dada por 9%, é bem mais prosaica: "a marca favorita é muito cara".

Opinião dos amigos "vale" o dobro face a fabricantes e vendedores

E se tivesse de mudar de veículo, quais as três características do seu veículo actual que deseja manter? O tipo de combustível utilizado surge no topo (45%), com a confiabilidade do modelo (33%) e a classe do carro (31%) a completarem este pódio. Os indicadores de desempenho e potência, o número de lugares, as opções e o tamanho da bagageira são também factores relevantes.

 

Imbatível, com uma percentagem de 59%, é o "boca-a-boca" como fonte de informação fiável para a escolha de uma marca automóvel. Embora mantenham relevância outras "fontes", como as avaliações de outros consumidores em fóruns, blogs e redes sociais; e os sites, revistas e outros meios especializados. A informação no site dos fabricantes e a opinião do vendedor no ponto de venda têm metade do valor das opiniões da família e dos amigos para a opção de compra.




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mais votado Ciifrão Há 3 semanas

Os portugueses são infiéis em quase tudo. Gostam de comer, beber e pouco mais.

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Nos carros de bois? KKKKKKKKKKKKKKKKKK

Ciifrão Há 3 semanas

Os portugueses são infiéis em quase tudo. Gostam de comer, beber e pouco mais.

Anónimo Há 3 semanas

Hoje a escolha do carro utilitário para a maioria depende do preço manutenção e km a percorrer. Os ditos carros pra executivos ou digitalizados é pra quem ainda tem capacidade económica.

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