Imobiliário Portugueses já gostaram mais de ir passear ao shopping

Portugueses já gostaram mais de ir passear ao shopping

Menos visitas e mais "objectividade" nas compras. É esta a tendência confirmada no anuário da Associação Portuguesa de Centros Comerciais, que diagnostica uma "alteração comportamental" nos consumidores nacionais.
Portugueses já gostaram mais de ir passear ao shopping
António Larguesa 29 de setembro de 2017 às 15:45
O índice de vendas da Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC), que mede variações homólogas por metro quadrado de Área BrutaLocável (ABL), cresceu 1,4% no ano passado, de acordo com os dados incluídos no "Anuário dos Centros Comerciais – Portugal 2017", que acaba de ser publicado.

 

No entanto, se o indicador referente às vendas cresceu pelo quarto ano consecutivo, este estudo confirma, por outro lado, a tendência para o decréscimo no tráfego (footfall). Em 2016, a afluência voltou a recuar 1,1% em relação ao ano anterior, ajudando assim a consolidar "uma alteração comportamental no modo como os portugueses experienciam os centros comerciais".

 

"A leitura dos valores revelados pelos Índices permitem aferir que o ‘ticket-médio’ por visitante é mais elevado, o que implica uma também crescente objectividade da experiência de compra no interior dos centros comerciais", sustenta o presidente da APCC, António Sampaio de Mattos, citado numa nota de imprensa divulgada esta sexta-feira, 29 de Setembro.

 

A "dinâmica de inovação das ofertas em todas as vertentes", que inclui temáticas como a integração tecnológica nos centros ou o aumento do serviço aos clientes, é uma das justificações apresentadas pelo líder desta associação, que publica este anuário desde 1996 e que representa as empresas investidoras, promotoras e gestoras de centros comerciais.

 

António Sampaio de Mattos destaca ainda na mesma nota que os operadores nacionais mostraram "uma tremenda resiliência" durante a crise, tendo aproveitado esse período para promover o investimento no parque instalado, com a convicção de que quando o ciclo desfavorável se invertesse, os centros comerciais estariam muito mais aptos a enfrentar os desafios do futuro".

 

Ainda esta semana, o presidente executivo da Sonae Sierra, Fernando Guedes de Oliveira, confirmou que "depois de uma crise pesada, em que [foram] praticamente obrigados a parar a actividade de construção", a empresa que lidera o mercado nacional – tem 23 centros comerciais e "retail parks" no país –, está a retomar o investimento e tem já reservados 300 milhões de euros para os projectos em desenvolvimento.




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