Imobiliário Preço das casas aumenta 8% e vendas disparam para recorde

Preço das casas aumenta 8% e vendas disparam para recorde

O forte aumento das vendas de habitações em Portugal continua a alimentar o crescimento dos preços das casas. No segundo trimestre os preços subiram 8%.
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Nuno Carregueiro 20 de setembro de 2017 às 11:10

O aumento dos preços das casas acelerou no segundo trimestre, num período em que as vendas de habitações dispararam 16,1%, revelou o Instituto Nacional de Estatística esta quarta-feira, 20 de Setembro.

 

O Índice de Preços da Habitação (IPHab) aumentou 8% no segundo trimestre, face ao mesmo período do ano passado, o que representa uma ligeira aceleração no aumento face ao registado no primeiro trimestre (7,9%), e constitui um novo aumento recorde. Na comparação em cadeia (segundo trimestre deste ano face aos três meses anteriores), os preços aumentaram 3,2%.

 

Desde o quarto trimestre de 2013 que as taxas de variação homóloga dos preços das casas em Portugal é positiva. O aumento tem vindo a acelerar, sendo que desde o arranque do ano passado que a subida dos preços é sempre acima de 6%.

 

Este relatório do INE confirma assim que o mercado imobiliário português está a viver um bom momento, com a subida dos preços a ser acompanhada de um forte aumento da procura.

 

No segundo trimestre foram vendidas 36.886 habitações, o que representa um aumento de 16,1% face ao mesmo período do ano passado e 4,9% contra os primeiros três meses deste ano. Foi o quinto trimestre consecutivo em que foram vendidas mais de 30 mil casas. Em 2012 e 2014 foram vários os trimestres em que foram vendidas menos de 20 mil casas.

Segundo o INE, o valor das vendas foi aproximadamente de 4,6 mil milhões de euros, dos quais 3,7 mil milhões respeitaram a alojamentos existentes.

 

Vendas recorde

 

O INE explica que a subida dos preços das casas é justificada "pela aceleração dos preços dos alojamentos novos", que registaram uma subida de 5,4%, atingindo o valor mais elevado desde o terceiro trimestre de 2014. Em sentido inverso, os preços das casas em segunda-mão cresceram de forma menos acentuada (8,9% no segundo trimestre e 9,2% no primeiro trimestre), o que acontece pela primeira vez desde o último trimestre de 2015.

 

Nas vendas também se verifica a mesma tendência, pois o aumento das vendas de casas existentes é mais elevado mas está abrandar, enquanto as vendas de casas novas está a acelerar. Uma tendência que mostra um abrandamento no mercado de casas em segunda-mão devido à menor oferta disponível, por contrapartida com uma maior oferta de casas novas, que nos últimos anos quase estagnou devido à crise que atingiu o mercado imobiliário.

 

Certo é que o mercado está agora em franca recuperação, com o INE a assinalar que no período entre Abril e Junho foi o terceiro trimestre consecutivo em que o número de vendas trimestrais atingiu um recorde. Foram vendidas mais 5.118 habitações do que no segundo trimestre do ano anterior.

 

Apesar do menor crescimento, as transacções de alojamentos continuam a representar a grande fatia do mercado. Foram vendidas 31.150 casas em segunda-mão, o que representa um aumento homólogo de 18,3%, a taxa de variação mais baixa desde o último trimestre de 2014. As casas novas foram responsáveis por 15,6% do número total de transacções, quase duplicaram o ritmo de crescimento (5,5% no segundo trimestre e 2,9% no primeiro trimestre de 2017).

 

No relatório do INE há ainda outro sinal de vitalidade do mercado imobiliário. É que o valor das vendas está a aumentar de forma mais célere do que o número de transacções. O valor dos alojamentos transaccionados atingiu aproximadamente 4,6 mil milhões de euros, traduzindo-se num aumento de 23,3%, em termos homólogos e de 6,3% por comparação com o trimestre precedente.




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Antonio Há 4 semanas

Mais uma bolha imobiliária em marcha. Portugal está a converter-se num território fiscal de refúgio de capitais de origens diversas, nem sempre com as melhores origens.

Os cães estão a largar o osso Há 4 semanas

Ah cães do diabo não mordam mais nas BCPs vão morder no Amado

Porreiro. Há 4 semanas

Aleluia...Já somos ricos outra vez! Já podemos gastar até falir de novo e chamar outro ladrão, "cantando e rindo", o mal menor, ou "Avante camarada avante" (alguns mereciam) para nos roubar até que volte outro costa para nos enricar de novo! Bibó costa...Bibóoooo

Anónimo Há 4 semanas

O REGABOFE DAS IMOBILIÁRIAS E BANCOS ANDA OUTRA VEZ À SOLTA. A ASAE ANDA A DORMIR SOBRE AS OBRAS SEM FACTURA AOS MILHARES EM LISBOA E PORTO. OS BANCOS CONTINUAM A EMPRESTAR À BALDA ENGANANDO COM A FIGURA DOS FIADORES QUE JÁ DEVIA TER SIDO PROIBIDA POR LEI.

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