Energia Preços da luz registam em 2017 a menor subida em 10 anos

Preços da luz registam em 2017 a menor subida em 10 anos

Desde 2008 que a electricidade tem tido subidas médias anuais de 3%. As maiores subidas tiveram lugar em 2009 (4,3%) e 2012 (4%).
Preços da luz registam em 2017 a menor subida em 10 anos
Bloomberg
André Cabrita-Mendes 15 de dezembro de 2016 às 18:08

Em 2017, a electricidade vai ter o menor aumento no espaço de 10 anos. A subida de 1,2% nas tarifas da luz vão também ficar abaixo da inflação prevista, de 1,6%.

Isto mesmo foi destacado esta quinta-feira, 15 de Dezembro, pelo Governo de António Costa, após a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) ter confirmado a subida de 1,2% da tarifa regulada.

"O Secretário de Estado da Energia vê com satisfação a confirmação do aumento de apenas 1,2% das tarifas transitórias de electricidade para 2017", pode-se ler num comunicado emitido pelo gabinete de Jorge Seguro Sanches.

"Esta subida do preço da energia ocorre num contexto inédito: é a mais reduzida dos últimos 10 anos, abaixo da inflação prevista para o próximo ano", aponta a tutela.

Em 2017 o serviço da dívida tarifária vai atingir um valor historicamente elevado: 1.774 milhões de euros. A dívida tarifária atinge actualmente os cinco mil milhões de euros.

O secretário de Estado da Energia salienta que a subida de 1,2% reflecte o seu esforço para "travar os custos excessivos do sistema eléctrico nacional. Esta é uma trajectória que o Governo pretende manter em 2017", afirma.

 
Entre as medidas aprovadas este ano destaca-se o fim de duplos apoios nas energias renováveis, assim como a revisão dos juros da dívida tarifária, ou as revisões do
regime de interruptibilidade e do mecanismo da garantia de potência.

 
Este aumento vai ter apenas lugar para os consumidores no mercado regulado: 1,5 milhões de clientes. Por isso, a subida não afecta os 4,6 milhões de clientes domésticos que já migraram para o mercado liberalizado, representando mais de 91% do consumo total em Portugal.

(Notícia corrigida às 19:01, com substituição do valor da dívida tarifária no quinto parágrafo, de 1.900 por 1.774 milhões de euros)




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comentários mais recentes
Anónimo 16.12.2016

Pura mentira, as tarifas de acesso para clientes do mercado liberalizado aumentam em média 3% para a energia e 12% para a potência contratada... jornalismo sério precisa-se em Portugal.

Richard 15.12.2016

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