Imobiliário Preços das habitações no centro do Porto disparam 22%

Preços das habitações no centro do Porto disparam 22%

O valor de venda dos alojamentos no Porto cresceu 6% no último ano, ajudada sobretudo pela zona da Baixa. Mas houve freguesias com quedas de preços. A Campanhã é uma delas e tem, também, os preços mais baixos.
Preços das habitações no centro do Porto disparam 22%
Diogo Cavaleiro 31 de outubro de 2017 às 13:21

As casas no Porto estão mais caras. Mas há disparidades. O centro está a puxar pelo valor mediano, mas há freguesias em que se registou, ao longo dos últimos meses, uma evolução negativa dos preços, segundo revela o Instituto Nacional de Estatística esta terça-feira, 31 de Outubro.  

 

"No segundo trimestre de 2017, a União de freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória destacou-se entre as sete freguesias da cidade do Porto, por apresentar o preço mediano de alojamentos vendidos acima do valor da cidade (1.237€/m2 na freguesia face a 1.171€/m2) e também uma taxa de variação face ao período homólogo (+21,8%) superior à verificada na cidade (+6,6%)", assinala o documento.

 

Acima da mediana da cidade do Porto encontram-se as outras uniões de freguesias: a união de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde tem o preço mediano mais elevado, em 1.743 euros por metro quadrado, com um avanço de 5% entre Julho de 2016 e Junho de 2017 em relação aos 12 meses anteriores; Lordelo do Ouro e Massarelos registam preços acima da mediana, em torno de 1.400 euros, ainda assim, uma quebra de 5% em relação ao ano anterior.

 

A Campanhã foi a outra freguesia em que houve quebra do preço das casas: um recuo homólogo de perto de 4% para cerca de 800 euros por metro quadrado. Uma freguesia com números abaixo da mediana no Porto e abaixo da mediana nacional (896 euros). É a freguesia com preços mais baixos no concelho do Porto.

 

No Porto, a mediana do preço das habitações é de 1.171 euros por metro quadrado, praticamente metade do valor mediano de Lisboa (2.231 euros). A freguesia de Lisboa com o maior crescimento homólogo (46%, em Santo António) cresceu mais do dobro da freguesia do Porto (22%, no centro).

 

Esta é a primeira vez que o INE divulga as estatísticas de preços de habitação a nível local, destaque que terá agora periodicidade trimestral. Os números foram obtidos através de um protocolo assinado entre a instituição presidida por Alda Carvalho e a Autoridade Tributária e Aduaneira (IMT e IMI).




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comentários mais recentes
Assim é uma caldeirada Há 2 semanas

Uma análise para ser boa tem de comparar o que pode ser comparável .No centro das cidades não há construção nova o que há são reconstruções em prédios que não tinham propriedade horizontal e isso é bastante mais caro .Vão aos arredores e comparem preço de novas construções ...se houver!

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