Banca & Finanças Prémios dos bancários não podem partir apenas de metas para vendas

Prémios dos bancários não podem partir apenas de metas para vendas

As remunerações variáveis dos trabalhadores dos bancos não podem ter apenas na sua base objectivos quantitativos. Tem de haver uma ligação com critérios qualitativos.
Prémios dos bancários não podem partir apenas de metas para vendas
Correio da Manhã
Diogo Cavaleiro 07 de Outubro de 2016 às 18:17

Os prémios que os bancários recebem não podem depender apenas de metas definidas para as vendas de produtos. Esta é uma das orientações deixadas pelo regulador europeu da banca para responder aos problemas originados pela comercialização irregular nas instituições financeiras e que entram em vigor a 13 de Janeiro de 2018.

 

"Ligar a remuneração apenas a metas quantitativas". Este é um ponto que não deve constar de uma política de remunerações de um banco, segundo elenca a Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla inglesa) em linhas de orientação a que chegou depois de levar a cabo uma consulta pública.

 

Esta sexta-feira, o Banco de Portugal resumiu algumas das conclusões retiradas das políticas e práticas de remunerações que devem ser tidas em conta pelos bancos.

 

As instituições financeiras devem por exemplo, ter "em consideração critérios quantitativos e qualitativos na avaliação do desempenho dos colaboradores para efeito da determinação da componente variável da remuneração, que assegurem que os direitos dos consumidores são devidamente ponderados".


Da mesma forma, os bancos têm de assegurar "um rácio entre as componentes fixa e variável da remuneração dos colaboradores que gere incentivos adequados, incluindo, se necessário, a possibilidade de não pagamento da componente variável".

 

"Com estas orientações, a EBA pretende que as instituições implementem políticas e práticas de remuneração que não prejudiquem os direitos dos consumidores. A remuneração dos colaboradores deverá ser estruturada de forma a gerar incentivos adequados e a prevenir riscos de conduta para as instituições. Estes princípios deverão aplicar-se a todo o tipo de remuneração dos colaboradores envolvidos na venda de produtos e serviços bancários, incluindo a não pecuniária", resume o regulador presidido por Carlos Costa. 

Vários têm sido os casos em que a venda irregular de produtos aos balcões levantam dúvidas. Portugal tem vários desses exemplos, segundo acusam os que se dizem lesados: há o papel comercial do GES vendido aos balcões do BES, há os produtos de retorno absoluto vendidos como depósitos no BPP, há as obrigações subordinadas do Banif. Não é um problema nacional: o Deutsche Bank está a ser alvo de uma investigação onde os EUA querem impor uma multa por comercialização irregular. 




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mais votado AlexandreAntonioAlves 07.10.2016

O BCE é uma fonte de inspiração e de sabedoria.
É com gente assim que, dentro dos gabinetes, se pensa aprofundadamente o nosso mundo e o nosso futuro.
Gente tão iluminada!
Hoje vou para a caminha cedo e vou dormir mais serenamente porque sei que os eurocratas estão a tomar boa conta do meu futuro.
Boa noite... Tanto soninho...

comentários mais recentes
Jorge Esgalhado 08.10.2016

Hahaha, querem prêmios com base em conversa fiada..... Estes gajos não mudam nunca.

Paulo Carquejo 08.10.2016

Hahaha....

Mário Afonso 08.10.2016

É mais ou menos como os funcionários do Fisco, só que diferente ??

AlexandreAntonioAlves 07.10.2016

O BCE é uma fonte de inspiração e de sabedoria.
É com gente assim que, dentro dos gabinetes, se pensa aprofundadamente o nosso mundo e o nosso futuro.
Gente tão iluminada!
Hoje vou para a caminha cedo e vou dormir mais serenamente porque sei que os eurocratas estão a tomar boa conta do meu futuro.
Boa noite... Tanto soninho...

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