Transportes Presidente da ANA Aeroportos diz que número de inspectores do SEF em Lisboa é suficiente

Presidente da ANA Aeroportos diz que número de inspectores do SEF em Lisboa é suficiente

O presidente da ANA - Aeroportos de Portugal, Carlos Lacerda, considerou que o quadro actual de efectivos do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) no aeroporto de Lisboa é suficiente.
Presidente da ANA Aeroportos diz que número de inspectores do SEF em Lisboa é suficiente
Bruno Simão/Negócios
Lusa 15 de julho de 2017 às 19:55

A edição de hoje do jornal Expresso dá conta de que os inspectores do SEF acusam o Governo, a ANA e a TAP de estarem a pressionar os inspectores para acelerarem o controlo dos passaportes a quem chega ao aeroporto de Lisboa para reduzir os atrasos, uma denúncia que é feita pelo presidente do sindicato dos trabalhadores do SEF, Acácio Pereira.

Em declarações aos jornalistas à margem da chegada do primeiro voo de ligação entre o Japão e Portugal, Carlos Lacerda começou por sublinhar que estas acusações "vêm de um representante sindical do SEF", acrescentando que a colaboração da ANA com a direcção do SEF "tem sido fantástica", não só no aeroporto de Lisboa, mas também no do Porto e no de Faro.

Sublinhando que o aeroporto de Lisboa "está, de facto, sobrecarregado em termos de movimento", o presidente da ANA diz que está disponível para "toda a colaboração para optimizar sem pôr em risco a segurança do país".


Carlos Lacerda defendeu ainda que é preciso "trabalhar no sentido de diminuir o tempo de espera à entrada na fronteira porque tempos de espera muito elevados são uma má entrada no país".


Quando questionado sobre se o quadro actual de efectivos do SEF é suficiente para proceder a esta optimização, o presidente da ANA respondeu afirmativamente: "Penso que sim".


Também presente na iniciativa de boas vindas do primeiro voo comercial direto entre o Japão e Portugal, operado pela Japan Airlines, estava o ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, que disse que o Governo "está a trabalhar e está a trabalhar bem" nesta matéria.


"Estamos há muitas semanas a trabalhar entre o Ministério da Administração Interna, a direcção do SEF e a ANA no sentido de sermos todos mais proficientes com os recursos que temos disponíveis", afirmou Pedro Marques.


O governante sublinhou que "o SEF já aumentou os recursos disponíveis no aeroporto de Lisboa, em particular para resolver o potencial estrangulamento nas primeiras horas da manhã, quando chegam muitos voos comunitários".




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mais votado Anónimo Há 6 dias

Escusado será dizer que os sindicalistas não concordam. E também querem aumentos porque acham que andam a oferecer trabalho muito abaixo do seu preço de mercado. Alguns até julgam que andam a trabalhar literalmente de graça.

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Tereza economista Há 6 dias

A Ministra tem aqui uma oportunidade para juntar todas as policias e tornar o país mais seguro. Tenha coragem só um dia na vida, pois tem sido uma inútil e incompetente.

Anónimo Há 6 dias

Em países que se deixaram capturar por uma cultura desonesta, onde o mais desonesto vence, e provinciana, pouco atenta à realidade global e à modernidade tal como ela lhes chega do mundo mais desenvolvido, com leis atrasadas, estupidamente redigidas e permissivas a todos os abusos e abusadores, o sindicalismo e o capitalismo de compadrio são capazes de pôr o ofertante de factor trabalho, bens ou serviços com zero procura de mercado na economia, chamemos-lhe o vendedor de areia no deserto, a viver tão ou mais confortavelmente do que o ofertante de factor trabalho, bens ou serviços com muita procura de mercado nessa mesma economia, chamemos-lhe o vendedor de água no deserto. E é claro, uma economia assim cheia de distorções, frontalmente anti-mercado, atrasa-se e empobrece.

Anónimo Há 6 dias

O excedentarismo é o Diabo. Não há volta a dar.

Anónimo Há 6 dias

A Administração do Estado não pode ceder aos sindicalistas, sejam eles juízes ou guardas prisionais. Essas pessoas estão bem posicionadas na sociedade, eram mansinhas antes de entrar no aparelho, depois de lá estar, exigem aquilo que custa a todos.

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