Banca & Finanças Presidente da CMVM diz que não foi encontrada evidência de práticas fraudulentas no Banif

Presidente da CMVM diz que não foi encontrada evidência de práticas fraudulentas no Banif

A presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) disse esta quarta-feira que o regulador não detectou situações de prática de vendas fraudulentas de produtos pelo Banif.
Presidente da CMVM diz que não foi encontrada evidência de práticas fraudulentas no Banif
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 07 de junho de 2017 às 13:25
"A CMVM não tem evidência de que tenha havido más práticas que pudessem violar o enquadramento legal da comercialização de instrumentos", disse hoje Gabriela Figueiredo Dias no Parlamento, na Comissão de Orçamento e Finanças.

Esta informação foi hoje repetida várias vezes pela responsável pelo regulador dos mercados financeiros, que esteve a ser ouvida na Comissão de Orçamento e Finanças sobre o caso das vendas de produtos pelo Banif, que a associação de lesados ALBOA considera ter sido fraudulenta e baseada em informações falsas.

"Na colocação destes produtos não há nenhum elemento que recaia no 'misselling' ou informação falsa", frisou Gabriela Dias.

Ainda assim, a responsável ressalvou que poderá haver "novos elementos" que alterem essa conclusão, nomeadamente das mais de 1.000 queixas enviadas por clientes do Banif que se consideram lesados, mas reiterou que até agora não pode ser tirada uma conclusão.

"A CMVM tem em mãos mil e poucas reclamações e a apreciação é decisiva para se perceber o que se passou, mas terrivelmente complexa pela dificuldade para aceder à documentação", afirmou.

No passado dia 28 de Março, no decorrer de uma visita que efectuou à Madeira, o primeiro-ministro, António Costa, afirmou que ainda não havia nenhuma solução para resolver o problema dos lesados do Banif, visto que a CMVM não reconheceu a existência de "práticas indevidas" na venda de produtos do banco.

"Esta é uma situação em que, ao contrário do que aconteceu na situação do BES, ainda não houve por parte da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários um reconhecimento de práticas indevidas na venda dos produtos, o que limita muito, da parte do Estado, a possibilidade de encontrar mecanismos como aqueles que temos relativamente aos lesados do BES", afirmou então António Costa.

O governante fez estas declarações após uma reunião com os dirigentes da Alboa, que decorreu na Quinta Vigia, sede da presidência do Governo Regional da Madeira.

"A solução ainda não existe. Temos de continuar a trabalhar para que ela possa existir", disse na altura António Costa, vincando que se trata de uma "matéria muito difícil", em relação à qual há registo de "situações verdadeiramente dramáticas" e casos de pessoas que "manifestamente foram enganadas".



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mais votado jecm 07.06.2017

Nunca têm. Se tal acontecesse demonstrava competência; e isso é algo que nunca, mas mesmo nunca, existiu na CMVM.

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bicho 08.06.2017

Tanto a CMVM como o BdP só existem para ajudar os bancos a enganar os clientes, fazendo-os crer que estão perante instituições sérias, reguladas e supervisionadas.
Penso que os portugueses já abriram a pestana e agora é difícil apanhar incautos, é ver os bancos a agravar as comissões para reduzirem os prejuízos de uma carga administrativa em que as altas esferas têm remunerações escandalosas.

Tirem-me deste filme, por favor 07.06.2017

Ou muito me engano ou estamos perante uma exímia protagonista para o cargo de presidente da CMVM.
Meu Deus, o que nos esperará mais ...

MM 07.06.2017

Sempre o mesmo paleio legalmente conforme.
"não foi encontrada evidência". Não quer dizer que não tenha havido fraude.. apenas não encontrou provas, o que também não quer dizer que não existam.. apenas não foram encontradas.
Não está tecnicamente a mentir, mas também não está a dizer a verdade.

António Ribeiro 07.06.2017

A CMVM só protege os int. fin. Quando se compra algum prod de risco, o gestor de conta obriga o cliente a assinar várias dezenas de doc., dizendo que o produto não tem risco, mas que tem que se assinar uma montanha de papéis por causa da CMVM. As pessoas têm tempo para ler o que assinam? Francamente

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