Banca & Finanças Presidente da CMVM e o modelo de supervisão: "Somos pela mudança"

Presidente da CMVM e o modelo de supervisão: "Somos pela mudança"

Gabriela Figueiredo Dias concorda "com algumas das críticas" do Banco de Portugal às propostas de reforma do modelo de supervisão apresentadas por Carlos Tavares.
Presidente da CMVM e o modelo de supervisão: "Somos pela mudança"
Bruno Simão/Negócios
Rui Neves 04 de dezembro de 2017 às 11:59

Gabriela Figueiredo Dias concorda "com algumas das críticas" do Banco de Portugal às propostas de reforma do modelo de supervisão apresentadas por Carlos Tavares, afirmou ao Negócios, adiantando que a posição da CMVM será tornada pública ainda esta semana. "Somos pela mudança", sublinhou.

A presidente da Comissão de Mercados de Valores Mobiliários (CMVM) disse ao Negócios que a posição desta reguladora sobre a reforma do modelo de supervisão apresentada por Carlos Tavares, a pedido do Governo, "vai ser tornada pública nos próximos dias", provavelmente "ainda esta semana".

Ainda que tenha considerado "precoce" fazer declarações sobre a matéria, Gabriela Figueiredo Dias adiantou que o documento da CMVM terá "contributos construtivos", classificando como "saudável" o trabalho realizado pelo antigo presidente do "polícia da bolsa".

"Somos pela mudança", defendeu. "A proposta do grupo de trabalho é de saudar, porque lançou as bases para uma discussão séria e alargada sobre algo que estava, porventura, cristalizado", disse a presidente da CMVM ao Negócios, no Porto, no final da sua participação numa conferência promovida pelo Banco de Portugal e o Banco Europeu de Investimentos (BEI).

Precisamente sobre as críticas do Banco de Portugal ao documento de Carlos Tavares, a presidente da CMVM disse que concorda "com algumas", sem especificar, ainda que ressalvando que a entidade que lidera tem uma "perspectiva diferente da do Banco de Portugal".

O banco central português considera que é possível e desejável melhorar a coordenação entre os supervisores e que o Ministério das Finanças deve ter uma palavra a dizer nas resoluções, mas defende que a proposta apresentada por Carlos Tavares ignora os desenvolvimentos na arquitectura de supervisão europeia, e alguns pontos contradizem mesmo o enquadramento legal europeu, o que, no entende da instituição presidida por Carlos Costa, complicaria a supervisão nacional.

(notícia actualizada às 12:32 com mais informação) 

 




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EhEH Há 1 semana

Estes novatos percebem tanto da poda como eu.

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