Banca & Finanças Presidente do BCP "optimista" quanto ao futuro de Portugal e à melhoria do "rating"

Presidente do BCP "optimista" quanto ao futuro de Portugal e à melhoria do "rating"

O presidente executivo do Millennium BCP, Nuno Amado, declarou hoje, em Santarém, estar "optimista" quanto ao futuro do país e à melhoria do 'rating', que acredita que irá acontecer, não arriscando antecipar uma data.
Presidente do BCP "optimista" quanto ao futuro de Portugal e à melhoria do "rating"
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Lusa 01 de junho de 2017 às 15:35

"O próximo passo, decisivo, que toda a gente diz que é para Setembro e não consigo antecipar se é para Setembro, e é absolutamente essencial, é a melhoria do 'rating'", disse Nuno Amado no encerramento das Jornadas Millennium BCP Empresas dedicadas à agricultura e às agro-indústrias, que hoje decorreu em Santarém.

 

Sublinhando que a classificação de risco é "decisiva" por determinar a capacidade de financiamento junto do Eurossistema, o presidente da Comissão Executiva do Millennium BCP afirmou ser "essencial" o país não estar baseado no 'rating' (classificação financeira de risco) de uma única agência, o que exige provar que há sustentabilidade.

 

"Se eu estivesse numa empresa de 'rating' só melhoraria o 'rating' não tanto pelo PIB melhorar mas pelo PIB melhorar conjugadamente com a dívida começar a baixar em função do PIB. Só a conjugação destes dois factores permite mostrar que há sustentabilidade. Acredito que vai acontecer, é um passo decisivo. Também estou optimista sobre isso, não consigo é antecipar datas", declarou.

 

Para justificar o optimismo, Nuno Amado apontou as perspectivas de crescimento sustentado na agricultura e na agro-indústria, mas também na indústria, "porque as empresas que ficaram (...) depois de toda a crise dos últimos anos têm um nível de inovação, de capacidade de ajuste grande, e estão a investir", aproveitando os fundos comunitários, o que "vai ter efeitos a longo prazo".

 

Referiu ainda os dados positivos nas áreas do turismo e dos serviços, com o país a ter capacidade de atrair "um conjunto de serviços", não só para grandes centros, como Lisboa e Porto, mas também para o interior, e as perspectivas de melhoria em mercados como os de Angola e Moçambique.

 

Para Nuno Amado, "o problema está no sector público", apelando a que o país não repita "erros do passado", de tentação de aumento da despesa pública, "sempre muito mais rígida que as receitas", quando "as coisas começam a ficar melhores".

 

Sobre o BCP, referiu a "situação muito difícil" de que o banco saiu em Fevereiro, quando acabou de pagar o apoio do Estado, e o facto de estar hoje numa "situação muito favorável".

 

"Demorámos quatro anos num processo de reestruturação profundo, mas hoje estamos muito mais eficientes do que no passado e não somos segundos em nível de eficiência para ninguém", disse, apontando como "factor de diferenciação" o ser "o único banco com dimensão, privado, português", o que considerou ser "uma enorme vantagem".


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kokss Há 3 semanas

concordo com o João Silva, só está na bolsa quem quer Indivíduos como este estão lá a mais Só querem ganhar? o investimento numa empresa da para ganhar e perder só os esquerdistas não sabem disso porque querem viver à conta dos outros

Isto Há 3 semanas

Dava uma tese de doutoramento!
Pensa nisso!

Anónimo Há 3 semanas

As esquerdas sindicais que vêem no factor trabalho um fim em si mesmo e no sindicato o clube que fanaticamente apoiam quais tiffosi inebriados pelo keynesianismo desmiolado e o marxismo anti-capital, como se houvesse alguma distinção entre os factores produtivos a não ser aquela que advém do valor que a sua combinação consegue gerar com base na mais economicamente racional alocação dos mesmos, têm que perceber que a crise económico-social de equidade e sustentabilidade que se vive é acima de tudo culpa sua porque é com base nas profundas distorções de mercado que fomentam que outras distorções de mercado obtêm as condições para surgir e proliferar.

O J. Silva foi roubado Há 3 semanas

Ressarcir os acionistas do roubo? Mas qual roubo? Os acionistas são, porque livremente quiseram, donos de uma
empresa que perdeu muito dinheiro. Quem mais haveria de perder senão os donos? Acha o CEO mau e a empresa mal gerida? É simples: deixe de ser acionista. Só cá está quem quer.

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