Indústria PrimeDrinks espera crescer 3% e distribuir quase 21 milhões de garrafas em 2016

PrimeDrinks espera crescer 3% e distribuir quase 21 milhões de garrafas em 2016

A distribuidora de bebidas tem como principal accionista a Herdade do Esporão, à qual se juntam a Aveleda e a William Grant & Sons e actua, essencialmente, no mercado dos vinhos, bebidas espirituosas e azeites 'premium'.
PrimeDrinks espera crescer 3% e distribuir quase 21 milhões de garrafas em 2016
Lusa 29 de Novembro de 2016 às 13:55
A distribuidora de bebidas PrimeDrinks, que celebra 20 anos de existência, espera crescer este ano 3% face a 2015 e aumentar as vendas em mais de 250 mil garrafas, apostando na consolidação das marcas em 2017.

Em 2015, a PrimeDrinks vendeu 20,5 milhões de garrafas (mais 2% do que em 2014) e facturou mais de 53 milhões de euros, prevendo para este ano um crescimento superior a 250 mil garrafas e perto dos 3% em valor, adiantou a directora-geral da empresa, Cláudia Portugal, em resposta escrita enviada à Agência Lusa.

A distribuidora de bebidas tem como principal accionista a Herdade do Esporão (50%), à qual se juntam a Aveleda (15%) e a William Grant & Sons (35%) e actua, essencialmente, no mercado dos vinhos, bebidas espirituosas e azeites 'premium'.

A Prime Drinks distribui directamente para o canal Off Trade (Hipers e Supermercados) e para o canal On Trade (Armazenistas e Cash&Carries), que por sua vez vende ao canal Horeca (Hotelaria e Restauração).

Segundo Cláudia Portugal "2016 foi marcado por grande inovação, com diversos lançamentos antecipando tendências" em várias categorias incluindo vinho, sangria, whisky, rum, tequila e brandy, mas os vinhos "continuam a ser uma importante alavanca de crescimento" para a empresa.

Em 2017, a PrimeDrinks quer apostar "na consolidação das marcas".

Cláudia Portugal destaca que "os consumidores são cada vez mais informados e exigentes, experimentalistas" e procuram saber mais sobre a origem, a história, a cultura e os valores das marcas que consomem.

Os mais novos privilegiam "vinhos com um grau alcoólico mais baixo, sem descurar no 'bouquet', estrutura e, mais importante, o sabor".

Outra das tendências é a procura por vinhos "de autor" e de vinhos que apresentam características únicas, atribuídas à região de proveniência, o "terroir".

"Há também cada vez mais acessibilidade e variedade nas opções de vinho a copo", salienta Cláudia Portugal, considerando que "o conceito veio para ficar".

Adiantou ainda que "a sangria, a sidra e a cerveja artesanal continuam em expansão, com diversos lançamentos em 2016", enquanto a cultura do cocktail está a crescer em diversas categorias de bebidas alcoólicas e não alcoólicas", seguindo o 'boom' do gin.

"Ainda que com pouca expressão em Portugal, a vodka, a tequila e o rum 'premium' e ultra 'premium' apresentam também crescimentos interessantes, seguindo os padrões internacionais", acrescentou.

A responsável da PrimeDrinks lembrou, no entanto, que o agravamento da carga fiscal sobre as bebidas alcoólicas em Portugal "tem impactado de forma significativa a procura e a margem dos produtores e das distribuidora" e admitiu que 2017 não vai ser excepção, face aos valores inscritos no Orçamento do Estado.

A empresa, juntamente com a Associação de Vinhos e Bebidas Espirituosas de Portugal (ACIBEV) defende a manutenção do actual regime de tributação do vinho e das espirituosas e produtos intermédios.

Segundo Cláudia Portugal, a PrimeDrinks prefere a "dinamização de medidas que visem um consumo responsável, com aposta na autorregulação, não acreditando em opções discriminatórias, de duvidosa eficiência económica, social e ao nível da saúde pública.



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