Indústria Produção das fábricas portuguesas com a segunda maior queda da Europa

Produção das fábricas portuguesas com a segunda maior queda da Europa

A produção industrial em Portugal recuou 2,3% em Outubro, face ao mês anterior, quando na Zona Euro este indicador subiu, em média, 0,2%.
Produção das fábricas portuguesas com a segunda maior queda da Europa
Paulo Duarte
Rita Faria 13 de dezembro de 2017 às 10:31

A produção industrial em Portugal desceu, em Outubro, pelo segundo mês consecutivo, tendo registado o segundo pior desempenho entre os países da União Europeia.

De acordo com os dados divulgados esta quarta-feira, 13 de Dezembro, pelo Eurostat, a produção das fábricas portuguesas caiu 2,3% em Outubro, face ao mês anterior, uma evolução negativa superada apenas por Malta, onde este indicador deslizou 6,1% em termos mensais.

Em Portugal, o segmento da energia foi um dos principais responsáveis pela quebra, o que poderá estar relacionado com a seca que assolou o país e que obrigou a uma menor produção de electricidade nas barragens, algo que a EDP já assumiu que deverá afectar os resultados deste ano.

Os dois países contrariam, desta forma, a evolução da generalidade dos parceiros do euro que, em média, viram a produção das suas fábricas aumentar 0,2%, depois da descida de 0,5% registada no mês anterior. Na União Europeia, a subida em Outubro foi de 0,3%.

Na região da moeda única, o aumento é justificado pela produção de bens de consumo não duradouro e energia, com crescimentos de 0,5% e 0,1%, respectivamente.

Entre os Estados-membros da UE, as maiores subidas deste indicador foram registadas na Irlanda (10,6%), Dinamarca (2,8%) e Croácia (2,7%).

Portugal, que ocupa o segundo pior lugar na comparação mensal, também fica atrás dos parceiros europeus na evolução homóloga da produção industrial, com uma subida de 3,5% face a Outubro de 2016. Na Zona Euro, este indicador cresceu 3,7% e na União Europeia 4,2%.

Considerando os 28 Estados-membros, as maiores subidas verificaram-se na Irlanda (13,4%), Eslovénia (10,7%) e Polónia (10,0%) com apenas três países a registarem descidas: Dinamarca (-2,3%), Malta (-1.4%) e Holanda (-0,4%).




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mais votado Anónimo 13.12.2017

Poortugal, país de turismo do Minho ao Allgarve.

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Anónimo 13.12.2017

Os salários ou o custo do trabalho em Portugal são mais reduzidos do que noutras economias mais ricas e desenvolvidas do que a portuguesa, mas o que se passa é que aí as empresas gozam de economias de escala que as empresas portuguesas só atingiriam se se internacionalizassem. E o que é facto é que muito raramente isso acontece porque sindicatos e esquerda não deixam que se reúnam as condições para que tal aconteça. Por outro lado, e não menos importante, há que salientar que o sector empresarial dessas economias mais ricas e desenvolvidas tem uma muito maior alocação de capital com grande incorporação de tecnologia de ponta, económica e eficiente, que poupa enormemente em factor trabalho. Uma coisa é ter 200 assalariados a ganhar 1000 outra é ter 50 a ganhar 2000 para produzir o dobro do que se consegue produzir empregando os primeiros.

Anónimo 13.12.2017

Pouco ou nenhum ligado à automação e robótica e outras áreas emergentes. Não é de estranhar. Portugal não tem robótica e afins porque não tem tido políticas que permitam a criação, captação e fixação do melhor e mais adequado talento disponível nos mercados globais de talento e capital. Sem flexibilização dos mercados laborais e fortalecimento dos mercados de capitais portugueses, Portugal nunca vai participar nas revoluções industriais como actor principal, secundário ou mesmo figurante. Será eternamente o expectador que chega ao evento sempre perto do acto final e por isso fica sem perceber o pouco daquilo que viu. Desde que a troika foi embora Portugal voltou a ficar condenado a ser país de criadas de quarto de hotel, taberneiros, carroceiros e atendedores de chamadas telefónicas em part-time.

Anónimo 13.12.2017

Poortugal, país de turismo do Minho ao Allgarve.

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