Empresas Proibição de deter 100% da TAP pode ser entrave a brasileiros na privatização

Proibição de deter 100% da TAP pode ser entrave a brasileiros na privatização

Fernando Pinto deu uma entrevista ao jornal "Estado" em que salientou as vantagens para as empresas brasileiras em recorrer à TAP, em véspera de privatização.
Negócios 16 de abril de 2012 às 10:21
Fernando Pinto, presidente da TAP, diz que as empresas brasileiras têm vantagens em recorrer à TAP para voar para a Europa, em vésperas do processo de privatização que poderá atrair empresas do país para comprar o capital da TAP, segundo o jornal brasileiro, "Estado".

No entanto, o entrave colocado pelas regras comunitárias à compra de 100% do capital de uma empresa da União Europeia por um grupo fora da comunidade é um entrave ao interesse das empresa brasileiras, que poderão deter até 49% da companhia aérea. "Portugal está muito voltado ao Brasil. Não tenho dúvida de que o governo veria com bons olhos algum investimento vindo daqui", disse o presidente da TAP.

O "Estado" diz ainda que pode haver entraves aos principais interessados na TAP. A TAM está em fase final de fusão com a chilena LAN e essa é a sua prioridade. A Gol negou o interesse, ao contrário do grupo Avianca que tem sido referido como interessado.



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JCGX 16.04.2012

Ainda pensei que o Governo português tivesse finalmente adotado algum critério para impedir o controlo da TAP por estrangeiros.
Afinal o critério é da EU e não do governo português. O curioso da questão é que estão no seio da EU (os tais que já podem comprar 100% da TAP) as principais ameaças à TAP e a Portugal.
Insisto numa ideia que já aqui deixei várias vezes: é preciso que os portugueses dotados de algum discernimento e patriotismo se organizem para mobilizar todos os mecanismos que impeçam ou limitem as malfeitorias que o gangue que está no poder está a fazer ao país, pondo em causa a sua (do país) continuidade.
Voltando à TAP: se a TAP precisa de mais capital a solução é o aumento do seu capital social em 99% com venda deste aumento de capital aos investidores, mas com critérios de dispersão. O objetivo é o de que o estado português não aliene uma maioria de capital de controlo da TAP (51%).

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