Banca & Finanças Provedor: “A Santa Casa é soberana nas decisões que toma”

Provedor: “A Santa Casa é soberana nas decisões que toma”

Edmundo Martinho assegura que as “decisões finais são sempre da responsabilidade da Santa Casa”. Mas o provedor admite que nada se faz sem luz verde do Governo.
Provedor: “A Santa Casa é soberana nas decisões que toma”
Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro 10 de janeiro de 2018 às 11:21

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa decidirá, por si, o que vai acontecer no dossiê Montepio, garante Edmundo Martinho. Segundo o provedor, são os órgãos internos da entidade que vão determinar se haverá entrada na caixa económica do grupo mutualista.

                                          

"As decisões finais são sempre da responsabilidade da Santa Casa. Será a Santa Casa que vai ter de definir como é que vai interpretar os resultados que obtiver", afirmou Edmundo Martinho na comissão parlamentar de Trabalho esta quarta-feira, 10 de Janeiro.

 

O provedor foi ainda mais concreto, rejeitando pressões nas suas deliberações: "A Santa Casa é soberana nas decisões que toma".

 

De qualquer forma, tem havido um "reporte regular à tutela", que é assegurado por Vieira da Silva, que também irá ao Parlamento explicar este caso. "Em nenhuma circunstância [o investimento] pode ser feito sem luz verde da tutela".

 

"É verdade que houve conversações, que resultam do facto de a Santa Casa ter tido, ao longo das décadas, uma participação activa nos mercados financeiros", continuou Edmundo Martinho, nas respostas aos deputados, acrescentando que o tema foi iniciado por "sugestão" do Governo. 

 

Sobre o início do processo, o sucessor de Santana Lopes explicou que surgiu a ideia de que era benéfica a abertura do capital da Caixa Económica Montepio Geral, que tem estado unicamente nas mãos da associação mutualista presidida por António Tomás Correia.

 

No Parlamento, o provedor disse que não tem qualquer urgência para decidir-se sobre o dossiê, nem faz pressões sobre o Haitong Bank, que está a fazer a avaliação da Caixa Económica Montepio Geral em nome da Santa Casa. Por esse motivo, não tem ainda uma avaliação provisória do valor da instituição financeira – aliás, sobre o tema, assegurou que "não está nenhum valor determinado" para o negócio, ressalvando que os 200 milhões são apenas o tecto. 




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comentários mais recentes
SOBERANA DAS DECISÕES ? Há 6 dias

Essa é boa, e o Governo aonde está? não brinquem com coisas sérias, quer dizer vai para lá um burro com um chapéu nas orelhas com o nome de Provedor , e faz o que quer ?

Telmo Há 6 dias

É tão bom negócio abram-no á sociedade não só á Santa Casa. O Edmundo pensa que vivemos noutro mundo, ele é provedor por obra e graça do espirito santo tal como foi o Santana. Fazes o que os interesses do PS querem e metes lá o dinheirinho dos pobres.

Anónimo Há 6 dias

"são os órgãos internos da entidade que vão determinar se haverá entrada na caixa económica do grupo mutualista."
Agora são as vísceras que decidem.

Dono dos Burros Há 6 dias

Olhe não! Olhe que não! Governo que se prezasse, retirava-vos o monopólio do jogo e era entreguava-o ao ministério da SS. Não se estique meu caro. Se um dia eu mandar, está preso.

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